estrela maciça que, num estágio avançado de sua evolução, explode, passando repentinamente a brilhar de modo muito intenso...

janeiro 19, 2005

Quase-pensamentos...

O armário da gente é quase como um museu de nossa própria história.

Fiquei pensando se aquela quantidade enorme de porta-retratos vazios, esquecidos, empoeirados denunciava que não havia tido tantos momentos dignos de serem expostos.

Imaginei por que guardara durante tanto tempo todos aqueles livros dos primeiros anos de colégio. Resolvi que iria guardá-los por mais algum até que encontrasse a resposta. Se haviam ficado armazenados durante tantos anos, haveria de existir um motivo bom o suficiente. Precisaria relembrar.

Tentei encontrar uma explicação para a dificuldade que encontrei em me desfazer das provas materiais de minha existência, daqueles objetos que comprovam e retraçam os caminhos que me trouxeram até aqui.

Questionei a utilidade daqueles bilhetes de papel de caderno trocados incessantemente na sala-de-aula, passados de mão-em-mão até chegar ao destinatário. Todas aquelas histórias e todos aqueles começos já haviam encontrado fins menos interessantes do que imaginávamos em nossa inocência.

Presumo que os tenha guardado para não me esquecer de que o futuro nem sempre é como costumava ser.