estrela maciça que, num estágio avançado de sua evolução, explode, passando repentinamente a brilhar de modo muito intenso...

maio 11, 2005

Fábulas de um conto sem fadas



Difícil dizer quando a vontade de ser jornalista passou a ser resposta à pergunta "o que você vai ser quando crescer?". A verdade é que não me recordo de ter querido ser outra coisa.

Pode ser que a vontade tenha surgido das horas que passava assistindo às "Aventuras do Superman". Freud diria que vejo em Lois Lane meu alter ego difarçado porque dono de tudo o que já quis ser e não pude (pais são sempre muito cruéis). Provavelmente, ele suporia que, na falta do falo que faria de mim, mais do que jornalista, a própria Übermensch nietzschiniana, deixei de lado a intenção de superpoderes para ser heroína das minhas próprias histórias, dos meus próprios textos. Mas Jung, sobre isso, teria dito provavelmente que todos meus personagens são, em verdade, minhas personas que vêm à tona vez ou outra, denunciando todas os conformes que minha personalidade pode tomar e reduziria minha caneta à mera propagadora dos estereótipos do inconsciente coletivo.

Eu sempre tento retraçar os caminhos que me trouxeram até aqui. Fico pensando em qual parte resolvi trocar as pedras por migalhas de pão.

1 Comments:

Anonymous Carlinha said...

Haha! Essa análise psicanálitica de você mesmo tá hilária! O Evandro ia adorar!

12:09 PM

 

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