estrela maciça que, num estágio avançado de sua evolução, explode, passando repentinamente a brilhar de modo muito intenso...

setembro 06, 2005

Da série "nobres sentimentos" - Raiva




Saco!

Sim, hoje é um dia daqueles. Daqueles que a gente acorda só quando a cama chama e o despertador expulsa, daqueles que qualquer desavença é ódio mortal e qualquer amor é pra vida toda.

Seca!

Sim, talvez chorar fosse muito mais fácil. Mas não há motivo especial. Chorar sem razão até vai... Sou mulher, não tem problema. Mas não hoje... Hoje o meu negócio mesmo é raiva. De ranger os dentes.

Soco!

Sim, era disso que eu precisava. Dar um soco em alguém. Mas não um soco qualquer, um daqueles bem dados, de punho fechado, que vêm na força do impulso do braço. De direita. Minha esquerda não tem pontaria. Dado com muita, mas muita vontade. Daqueles que a gente quase dá na parede se pensa em outra pessoa beijando o namorado.

Suco!

De maracujá. Sem açúcar. Mal coado. Bem azedo. Talvez fizesse efeito. Mas abaixo a cabeça e você está no meu café.

PS: Não, não há nenhuma intenção de vanguarda literária nesse meu texto. Antes que reclamem, não é crônica, não é poema, não é conto, não é nada. É raiva. E é das grandes. Criticar pode ser perigoso. Dê-me o ombro, a mão, o colo. Chegue perto. Mas qualquer "ai" pode levar a um chute na virilha. É melhor ficar calado. Ou vai ter que dormir com um saco de gelo entre as pernas. Sim, o golpe é baixo. E eu sou capaz de coisas piores. Mas é hoje, só hoje. Culpa do ciclo, do ciclo.

1 Comments:

Anonymous John Marcher p'ra forca já said...

Do outro lado do charco, com o mesmo puto sentimento. Raio de dia infinito!

1:02 PM

 

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