Eu, F.L., não escrevo há...
Tornar-se escritor é um passo (adiante, será?) quase irresistível no mundo da verborragia blogueira, onde todos estão a um clique de ter seus textos (ou quase) publicados nas páginas deste espaço atemporal e intangível. As conseqüências dessa decisão, contudo, revelaram-se muito mais aterradoras do que outrora pareciam ser.
A velocidade de atualização da rede, a quantidade infinita de informações que circulam o mundo por esses cabos de fibra ótica ou na carona das ondas SHF, o upgrade contínuo de todo o conteúdo sempre me trazem a sensação de que deveria escrever alguma coisa; meu silêncio parece tornar este espaço um contra-senso, um despautério, um despropósito não consentido.
Esse sentimento já me condenou a horas perdidas na frente do monitor, batendo nas teclas, em busca daquela idéia que vem e vai no decorrer das linhas. São dezenas de drafts, rascunhos compelidos, enredos mal-nascidos pela força da cobrança de estar em dia com o mundo da indigestão mental. Cansei.
Na falta de algo suficientemente interessante para se dizer, silêncio sem sofrimento a partir de hoje. Desfaço-me, neste instante, de todo e qualquer vínculo ético com a rede e prometo não mais padecer a culpa de nenhuma palavra escrita, nenhum parágrafo desenvolvido, nenhum personagem original.
Que alívio!
Até a próxima história!

