<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447</id><updated>2011-04-21T22:47:21.336-03:00</updated><title type='text'>¤Supernova¤</title><subtitle type='html'>estrela maciça que, num estágio avançado de sua evolução, explode, passando repentinamente a brilhar de modo muito intenso...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-115356678331558450</id><published>2006-07-22T08:04:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T08:13:03.343-03:00</updated><title type='text'>Untitled</title><content type='html'>Hoje o céu vai desabar. Ela ouviu a moça da tevê dizer. Parece mesmo verdade. O vento fechou a porta do quarto tão depressa, ela nem consegui sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora está tranca(fia)da. Mas isso já não faz a menor diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-115356678331558450?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/115356678331558450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=115356678331558450&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/115356678331558450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/115356678331558450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2006/07/untitled.html' title='Untitled'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-114838341461222057</id><published>2006-05-23T08:01:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T08:23:05.986-03:00</updated><title type='text'>Janela</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/janela.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando em você outro dia (ontem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda acho muito estranho o rumo que a nossa estrada tomou. Ninguém contou que haveria uma bifurcação no percurso. Nem eu mesma poderia ter imaginado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi eu quem jogou aquela pedra na sua janela, no outro dia (ontem). Eu sei que você vai dizer que nunca teria imaginado que eu seria capaz e não vai dizer que tinha certeza de que aquela pedra tinha saído das minhas mãos. Você sempre diz não saber das coisas que sabe e eu sempre achei isso muito estranho em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora eu acho tudo estranho. Absolutamente tudo, absolutamente estranho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempão debaixo da sua janela, ouvindo a sua voz, vendo o movimento das sombras do seu quarto refletidas no muro da casa da frente. Percebi quantas vezes você entrou e saiu do recinto, vi quando você se sentou à escrivaninha e vi também que você se levantou três minutos depois, sem conseguir se concentrar. Eu vi que alguém te ligou, mas eu não sei quem. Eu sei que você ficou rindo alto. Você me parecia feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe pela pedra na janela. Não foi por mal. É que eu queria ver o seu rosto para ter certeza de que ainda era você que estava ali. A barba sempre por fazer... Quando você vai aprender que o seu rosto é muito mais bonito sem pêlos? Se você ao menos soubesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem realmente muitas coisas que você não sabe, além daquelas que você sabe e diz não saber. Existem muitas coisas que eu também não sei, mas isso, de alguma forma, não me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que eu nunca fui sub-reptícia, que jogar pedras em janelas não faz o meu estilo. Mas é que, de vez em quando, eu quero ver se você ainda está lá. Não, não tem nenhum motivo especial não. Saber que você está lá é bom só pela segurança de saber que você está lá, mas as implicações disso eu também não consigo entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem realmente muitas coisas que eu não entendo, fora aquelas que eu não entendo e finjo entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro que você sabe, mas diz não saber que eu não entendo o que pareço entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-114838341461222057?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/114838341461222057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=114838341461222057&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/114838341461222057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/114838341461222057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2006/05/janela.html' title='Janela'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113468172364779829</id><published>2005-12-15T19:16:00.000-02:00</published><updated>2005-12-15T19:22:03.656-02:00</updated><title type='text'>"De Dentro para Fora"</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/capa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão todos convidados (e convocados) a comparecer ao lançamento do livro "De Dentro para Fora", de Pedro Marcelino - meu irmão. Toda a comemoração acontecerá na próxima segunda-feira, dia 19/12, a partir das 17h no 3º piso do Shopping Tijuca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha e traga a trupe porque a festa vai ser boa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113468172364779829?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113468172364779829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113468172364779829&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113468172364779829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113468172364779829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/de-dentro-para-fora.html' title='&quot;De Dentro para Fora&quot;'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113414742234073146</id><published>2005-12-09T14:40:00.000-02:00</published><updated>2005-12-09T14:57:02.386-02:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Ódio</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/51778994_08f9bb8005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você passar diante de mim, eu juro... Arrebento-te a cara, arranco-te os cabelos, assopro dentro do seu olho, estalo dentro do seu ouvido, embaço os seus óculos, rabisco de azul o seu caderno, rasgo a décima sétima página do seu livro, arranho seus discos, dessarumo seus arquivos, jogo ovos no seu vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro... Eu sou capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu posso até muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já devia ter sabido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero sumir do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que você vá comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, eu duvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113414742234073146?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113414742234073146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113414742234073146&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113414742234073146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113414742234073146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/da-srie-nobres-sentimentos-dio.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Ódio'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113409387398852970</id><published>2005-12-08T23:48:00.000-02:00</published><updated>2005-12-09T10:38:16.740-02:00</updated><title type='text'>When nobody is watching...</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/maos-entrelacadas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come. Don't be shy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Give me your hand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me hold it. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me feel it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me play with your fingers as if I were playing the piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let your nails be the keys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me write a song for each finger print.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me close my eyes and feel your skin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me be your fortune teller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me come up with a different future for each of your hand's lines. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let me be in all of them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And enjoy my senses, which you stole from me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113409387398852970?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113409387398852970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113409387398852970&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113409387398852970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113409387398852970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/when-nobody-is-watching.html' title='When nobody is watching...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113409211063949233</id><published>2005-12-08T23:32:00.000-02:00</published><updated>2005-12-08T23:42:52.626-02:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Dor</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/julieneu.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;Finge tão completamente&lt;br /&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;A dor que deveras sente. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente porque não há como não se curvar diante de uma verdade que, de tão verdadeira, chega a doer. Mas doer a dor que tenho e não a que finjo não ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113409211063949233?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113409211063949233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113409211063949233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113409211063949233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113409211063949233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/da-srie-nobres-sentimentos-dor.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Dor'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113400736826691470</id><published>2005-12-07T23:36:00.001-02:00</published><updated>2005-12-10T11:05:10.126-02:00</updated><title type='text'>Sobre quase-beijos e quase-amores</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/beijo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Língua, líquido, lápide, lassidão, lábio&lt;br /&gt;Beiço, batom, bebedouro, bebedice, beijo&lt;br /&gt;Dente, doce, dor, dormência, desejo&lt;br /&gt;Sabor, saliva, saciação, sacramento, sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se você quiser trocar por um abraço, eu aceito.&lt;br /&gt;Desde que seja apertado.&lt;br /&gt;Desde que seja colado.&lt;br /&gt;Desde que eu possa sentir o cheio da sua nuca.&lt;br /&gt;Desde que eu possa enchê-la de beijinhos.&lt;br /&gt;Desde que os seus lábios, assim, sem querer, estalem nos meus.&lt;br /&gt;E depois finjam nunca os terem tocado.&lt;br /&gt;Na esperança silenciada do reencontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113400736826691470?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113400736826691470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113400736826691470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113400736826691470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113400736826691470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/sobre-quase-beijos-e-quase-amores.html' title='Sobre quase-beijos e quase-amores'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113380048934084729</id><published>2005-12-05T14:34:00.000-02:00</published><updated>2005-12-05T14:35:14.720-02:00</updated><title type='text'>Banquete com os (meus) deuses</title><content type='html'>Depois de hoje, nada será como era antigamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113380048934084729?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113380048934084729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113380048934084729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113380048934084729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113380048934084729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/12/banquete-com-os-meus-deuses.html' title='Banquete com os (meus) deuses'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113259845585999546</id><published>2005-11-21T16:21:00.000-02:00</published><updated>2005-12-10T11:08:36.293-02:00</updated><title type='text'>Sobre pequenas grandes coisas</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/BW-Paris-cafe.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter acontecido em um dos tantos cafés charmosérrimos parisienses. Eu estaria tomando um cappucino, ela estaria tomando chocolate quente. Sentaríamos na mesa mais próxima da vitrine. Eu, prudentemente, esperaria alguns minutos a bebida esfriar. Afastaria a xícara para perto do vidro. Ela mexeria a colherinha em movimentos circulares por mais tempo do que o necessário, como se querendo dissolver mais o açúcar do que fosse possível. Eu não comeria nada - o gosto da angústia afastava meu apetite. Ela pediria um croissant e apontaria para o balcão, especificando o que desejava. Falaríamos sobre trivialidades até que o atendente trouxesse o pedido. Ela tiraria a colher da xícara e a repousaria sobre o pires ao lado. Tomaria o primeiro gole e, olhando para mim, perguntaria o que houve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ela estava lá. E eu estava aqui. Milhares de quilômetros nos separavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca estivemos tão próximas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113259845585999546?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113259845585999546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113259845585999546&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113259845585999546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113259845585999546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/11/sobre-pequenas-grandes-coisas.html' title='Sobre pequenas grandes coisas'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113251617854321863</id><published>2005-11-20T17:32:00.000-02:00</published><updated>2005-11-20T18:06:27.920-02:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Angústia</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/Anguish.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os livros organizados por ordem de tamanho. Todos os discos dividos em gêneros. Todas as roupas empilhadas de acordo com as cores. Todas as fotos dispostas geometricamente na parede. Todos os arquivos armazenados em suas devidas pastas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela procurava o quadro torto. Não havia quadros. Mal havia paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela queria silenciar o tic-tac do relógio. Não havia relógios. Mal havia tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela precisava desentortar as hastes dos óculos. Não havia óculos. Mal era míope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitou-se no chão. Olhou para o teto. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta. A pá do ventilador está torta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113251617854321863?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113251617854321863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113251617854321863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113251617854321863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113251617854321863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/11/da-srie-nobres-sentimentos-angstia.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Angústia'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113033209157116859</id><published>2005-10-26T10:37:00.000-02:00</published><updated>2005-10-26T11:14:50.600-02:00</updated><title type='text'>Deputados limitam bumbum em cartão-postal</title><content type='html'>&lt;em&gt;Projeto de Alice Tamborideguy, que ainda vai à sanção de Rosinha, proíbe exibição de &lt;strong&gt;traseiros fora de contexto&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/bumbum-02.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Marcelo Gomes&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bumbuns fartos das cariocas com corpos esculturais estão prestes a serem banidos dos cartões-postais que retratam o Rio de Janeiro. Foi aprovado ontem na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) o projeto de lei 2.813, de autoria da deputada Alice Tamborindeguy (PSDB), que proíbe a veiculação, a exposição e a venda de postais turísticos que usem imagens de mulheres em trajes sumários que não tenham relação ou que não estejam inseridas na imagem original dos cartões-postais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a autora do projeto, a medida visa a divulgar outras belezas da cidade e do estado — como as atrações naturais, históricas e culturais — e coibir o turismo sexual. Para Alice Tamborindeguy, a exploração dos corpos das mulheres nos postais é um desrespeito com a população do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nosso estado possui inúmeras outras belezas e não merece ser desvalorizado com postais que exponham o traseiro dos nossas mulheres em situações fora do contexto. Por exemplo, o que tem a ver colocar um bumbum num cartão-postal do Cristo Redentor? É um contra-senso — argumenta a deputada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famoso pelos desenhos de mulheres com bumbuns avantajados e longas pernas, o cartunista Lan concorda em parte com o projeto. Para ele, o Rio não deve ser divulgado apenas através dos bumbuns das cariocas, mas a total proibição da exposição e venda dos postais é uma medida extrema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O bumbum é a preferência nacional, todo mundo sabe disso. A mulher carioca faz parte do panorama da cidade, mas o Rio é muito mais do que isso — diz Lan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto será enviado à governadora Rosinha Matheus (PMDB), que terá 30 dias para sancioná-lo. A deputada espera que a governadora aprove o projeto e determine, através de regulamentação, qual será o órgão responsável pela fiscalização do cumprimento da lei. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jornal O Globo de 26 de Outubro de 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Traseiros fora do contexto" é uma expressão genial. Dizem que surgiu nos antros de perdição coordenados pelos cafetões de Copabacana quando uma "profissional do amor" foi trabalhar de calça jeans. O repórter, obviamente, não deixou passar a oportunidade de utilizá-la muito propriamente no subtítulo. Isso é o que eu chamo de &lt;em&gt;insight jornalístico&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito comovente constatar que os deputados continuam aprovando leis que beneficiam a população, mesmo que ela sabidamente não necessite de educação - todo mundo é bastante educado e as pessoas até pedem "licença" e dizem "obrigado -, não passe fome pelas ruas - todos sabemos que a população mais carente é cobaia voluntária num projeto norte-americano que estuda os benefícios da dieta zero -, e receba tratamento cinco estrelas nos hospitais da rede pública - onde nunca faltam remédios e as pessoas não precisam ser transportadas em carrinhos de supermercado. Apesar de vivermos numa situação socio-econômica exemplar - que serviu de modelo à Dinamarca, inclusive - os políticos insistem em nos ajudar sempre que podem. Que isso, deputados... Não precisava tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu resolvi colocar uma foto de bumbum aqui. Vai que eles resolvem proibir nos blogs também... É melhor garantir logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Tailândia e a Índia são países-destino do turismo sexual tanto quanto o Brasil. Lá não circulam cartões-postais com "traseiros fora de contexto", mas já estão pensando em produzi-los. Sim, as fotos de bumbuns asiáticos - isso existe? - circularão por toda parte e depois serão proibidas para combater o turismo sexual. Mais uma vez, o Brasil serve de exemplo para o mundo. Por isso eu me orgulho de ter nascido aqui. Ser brasileiro não é desistir nunca, é persistir sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113033209157116859?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113033209157116859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113033209157116859&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113033209157116859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113033209157116859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/10/deputados-limitam-bumbum-em-carto.html' title='Deputados limitam bumbum em cartão-postal'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-113012085474446353</id><published>2005-10-24T00:00:00.000-02:00</published><updated>2005-10-24T00:27:38.620-02:00</updated><title type='text'>Conto inacabado</title><content type='html'>Mais uma vez, lá estava ele dormindo em sua cama, o pé descoberto do lençol, o rosto inclinado para a parede, os olhos nunca completamente fechados - ou sempre semi-vigilantes - a perna direita cruzada e o braço esquerdo em cima do rosto como que se prevenindo de ver o que não se quer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaraçado, desconfortável, obtuso. Nada parecia fazer sentido naquela posição que o corpo havia assumido. Mais parecia o rascunho de um projeto arquitetônico porque desafiava os limites do cálculo. Podia jurar que tinha visto algo parecido em Brasília. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já estava há algum tempo imaginando como se aproximaria dele ao deitar na cama. Queria desejá-lo boa noite. Beijaria a testa? Acariciaria a mão? Lamberia o cotovelo? Qualquer movimento poderia fazer cair aquele monumental emaranhado de ossos e músculos, pernas e pêlos, braços e laços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou cuidadosamente o joelho sobre a cama, tentou em vão silenciar o ruído do estrado. Reclinou-se devagar até alcançar o travesseiro, esticou as pernas sobre a cama e respirou pela primeira vez em sete segundos. Havia conseguido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou longamente os olhos de alívio. E, olhando para ele ainda de olhos fechados, decidiu que sua resposta seria "sim".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-113012085474446353?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/113012085474446353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=113012085474446353&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113012085474446353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/113012085474446353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/10/conto-inacabado.html' title='Conto inacabado'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112878405682707502</id><published>2005-10-08T11:54:00.000-03:00</published><updated>2005-10-08T12:09:24.736-03:00</updated><title type='text'>Não Veja, Leia!</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/capa380.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a deixar as Vejas no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As folhas são super, hiper, mega, blaster macias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a capa é plus advanced!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu recomendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112878405682707502?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112878405682707502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112878405682707502&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112878405682707502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112878405682707502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/10/no-veja-leia.html' title='Não Veja, Leia!'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112796109337581021</id><published>2005-09-28T22:34:00.000-03:00</published><updated>2005-09-29T00:06:46.256-03:00</updated><title type='text'>Gula</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/fat.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;g&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;.........&lt;strong&gt;n&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt;d&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...............................................&lt;/span&gt;......... &lt;strong&gt;d&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;..&lt;strong&gt;u&lt;/strong&gt;....&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;....&lt;strong&gt;t &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............................................&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;.............&lt;strong&gt;gor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...................&lt;strong&gt;dís&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............................................&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;...&lt;/span&gt;.....................&lt;strong&gt;si &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.........................................&lt;/span&gt;..........................&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;ma&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;........................................&lt;/span&gt;.........................&lt;strong&gt;cir&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..........................................&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;...&lt;/span&gt;...............&lt;strong&gt;cun &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............................................&lt;/span&gt;............&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;f &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............................................&lt;/span&gt;............&lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............................................&lt;/span&gt;............&lt;strong&gt;r&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;i&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;c&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............................................&lt;/span&gt;...........&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt;bola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque há dias em que se acorda e parece não existir outra alternativa: é preciso rolar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112796109337581021?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112796109337581021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112796109337581021&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112796109337581021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112796109337581021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/gula.html' title='Gula'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112674078289883567</id><published>2005-09-14T20:23:00.000-03:00</published><updated>2005-09-14T20:33:02.903-03:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Respeito à brasileira</title><content type='html'>&lt;img alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/03_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É comovente ver como os políticos brasileiros são respeitosos, seja na sala da CPI, seja no Plenário. Verdadeiros gentlemen, não se privam de fazer na vida pública aquilo que fazem na privada. Literalmente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vossa Excelência, por obséquio, vá à merda. Muito obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112674078289883567?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112674078289883567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112674078289883567&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112674078289883567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112674078289883567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/da-srie-nobres-sentimentos-respeito.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Respeito à brasileira'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112646194261237180</id><published>2005-09-11T14:33:00.000-03:00</published><updated>2005-09-11T15:11:35.653-03:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Alívio</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/corcovado0065.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao tio Klaus.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3:18. Madrugada. Ele olha o relógio pela trigésima vez desde que havia se deitado, à uma. Vira-se, revira-se, revira-se. Nada. Os pensamentos quase sempre confusos demais para virarem palavras, as inquietações que pareciam adormecer durante o dia, no corre-corre do trabalho, despertavam sempre à noite, faziam ronda em sua cabeça, não o deixavam dormir. Os olhos quentes demais para ficarem fechado. Olhava o céu da janela entreaberta que a mulher mandava ele fechar por causa dos mosquitos, mas que ele abria no momento em que ela adormecia ao seu lado. Sentia-se sufocado naquele quarto, a janela fechada fazia com que seus pensamentos falassem mais alto e espantassem seu sono já sempre tão tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, como fazia quase sempre, o pijama estava ficando quente no corpo que não parava de se mexer. Desceu as escadas, segurou o corrimão. Sempre segurava o corrimão. Passou na cozinha, pegou um copo de água no armário que rangia. Não queria que a mulher acordasse e o mandasse de volta para cama, "você precisa dormir!", ele sabia. Mas era uma necessidade muito mais psicológica do que física. Ele queria mesmo era desligar aqueles pensamentos de sua cabeça por algumas horas, descansar a mente de tudo aquilo que o atordoava, de tudo aquilo que ele queria dizer, mas não sabia como. O corpo já não importava. O corpo era casca e ele sabia disso. Abriu a geladeira, pegou a jarra quase vazia, despejou até a última gota no copo de vidro que a mão esquerda segurava. Não era suficiente. Abriu o filtro e encheu a outra metade do copo. Odiava água morna. Não existia coisa pior no mundo para ele do que água morna, mas ele aceitou. Não era penitência; de repente ele achou que a água morna não era tão ruim. Nem ele mesmo entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou a tevê e a luz azul iluminou a sala. Diminuiu o volume todo, não importava mais o que estava no ar. Deitou-se no sofá. Repousou o copo na mesa de centro. Não usou o porta-copos. Sabia que a mulher reclamaria pela manhã a mesa manchada. Mas não se importou. Fazia tudo certo sempre. Mas hoje não. Hoje o certo não fazia sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos, sentiu-se leve, os pensamentos já não lhe pertubavam. Talvez nem existissem mais, não saberia dizer. Era uma leveza plena, daquelas que não se pode nem respirar. Olhou a sala à sua volta, o retrato das crianças, tantos momentos que ficaram na memória, tantas histórias. Sentiu-se triste. Era mesmo triste ter que partir sem ao menos se despedir. Mas era necessário. Ele sabia que era necessário. Eles haveriam de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. O silêncio que ele perseguia. O silêncio que o deixaria dormir, que teria resolvido todas as noites de insônia. O impalpável, o intangível, o inalcançável silêncio que ele havia procurado todos esses anos. Nem os pássaros, nem os mosquitos, nem a água no encanamento. Não. Nada mais o impedia de desfrutar aquele sono, o melhor, o mais profundo de todos. Nem os pensamentos, nem as inquietações, nem todas aquelas coisas que ele não sabia explicar. Nada. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele agora podia descansar em paz. Sorriu e, pela primeira vez, permitiu-se sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112646194261237180?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112646194261237180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112646194261237180&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112646194261237180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112646194261237180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/da-srie-nobres-sentimentos-alvio.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Alívio'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112636408162394409</id><published>2005-09-10T11:54:00.000-03:00</published><updated>2005-09-10T12:43:16.810-03:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Orgulho</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/c68fcfbfd8a077e7e17e380125b093d1_.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caras e bocas, um discurso quase sempre inflamado, mãos que gesticulam compulsivamente, ajeitam o cabelo, puxam o cabelo, prendem o cabelo, soltam o cabelo, olhos que mudam de expressão a cada sílaba tônica, dentes que mordem os lábios para impedi-los de dizer o que não se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se você me abraçar, eu paro. Hesito, mas paro. Você sabe que eu não resisto ao seu peito. Mas tem que abraçar forte, quase segurar meus braços. Se eu tentar me soltar, agarre com mais força. Sou assim mesmo. Com o tempo, eu cedo. Se disser que me ama, ficarei muda. Não direi nada. Nenhuma palavra. Mas na minha cabeça, na minha cabeça... Eu te amo muito, eu te amo mais, eu te amo demais, desculpa?, não sei por que sou assim, não devia ter dito tudo isso, eu fiquei nervosa, desculpa, por favor?, eu te amo muito, era a última coisa que eu queria dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, da boca não sai um som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu digo. Talvez amanhã. Quem sabe nunca. Mas aí vão meus sinceros pedidos de desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112636408162394409?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112636408162394409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112636408162394409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112636408162394409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112636408162394409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/da-srie-nobres-sentimentos-orgulho.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Orgulho'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112605130998005567</id><published>2005-09-06T20:43:00.000-03:00</published><updated>2005-09-10T11:55:03.546-03:00</updated><title type='text'>Da série "nobres sentimentos" - Raiva</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/se%20raiva%20matasse.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, hoje é um dia daqueles. Daqueles que a gente acorda só quando a cama chama e o despertador expulsa, daqueles que qualquer desavença é ódio mortal e qualquer amor é pra vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, talvez chorar fosse muito mais fácil. Mas não há motivo especial. Chorar sem razão até vai... Sou mulher, não tem problema. Mas não hoje... Hoje o meu negócio mesmo é raiva. De ranger os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, era disso que eu precisava. Dar um soco em alguém. Mas não um soco qualquer, um daqueles bem dados, de punho fechado, que vêm na força do impulso do braço. De direita. Minha esquerda não tem pontaria. Dado com muita, mas muita vontade. Daqueles que a gente quase dá na parede se pensa em outra pessoa beijando o namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maracujá. Sem açúcar. Mal coado. Bem azedo. Talvez fizesse efeito. Mas abaixo a cabeça e você está no meu café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não, não há nenhuma intenção de vanguarda literária nesse meu texto. Antes que reclamem, não é crônica, não é poema, não é conto, não é nada. É raiva. E é das grandes. Criticar pode ser perigoso. Dê-me o ombro, a mão, o colo. Chegue perto. Mas qualquer "ai" pode levar a um chute na virilha. É melhor ficar calado. Ou vai ter que dormir com um saco de gelo entre as pernas. Sim, o golpe é baixo. E eu sou capaz de coisas piores. Mas é hoje, só hoje. Culpa do ciclo, do ciclo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112605130998005567?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112605130998005567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112605130998005567&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112605130998005567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112605130998005567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/da-srie-nobres-sentimentos-raiva.html' title='Da série &quot;nobres sentimentos&quot; - Raiva'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112561706897450833</id><published>2005-09-01T20:16:00.000-03:00</published><updated>2005-09-01T20:26:20.150-03:00</updated><title type='text'>Minha velha bossa nova...</title><content type='html'>&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/charuto.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, às vezes, o que eu queria mesmo era que a vida fosse uma bossa na voz do Tom, daquelas que a gente escuta de olho fechado, daquelas que o todo cantar cabe num sussurro, daquelas que cada acorde arranca um quase-suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que os versos fossem livres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que pelo menos os versos fossem livres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112561706897450833?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112561706897450833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112561706897450833&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112561706897450833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112561706897450833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/09/minha-velha-bossa-nova.html' title='Minha velha bossa nova...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112312923363416564</id><published>2005-08-04T00:37:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T01:23:52.820-03:00</updated><title type='text'>O Brasil é aqui</title><content type='html'>Jornal Hoje&lt;br /&gt;edição do dia 29/07/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um pedaço da Palestina que se chama Brasil &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há parede sem um buraco de bala ou de míssel. São milhares de marcas em toda parte, conseqüência de cinco anos de conflito com o vizinho. Uma guerra que custou vida, patrimônios, sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdi dois netos, um filho e todas as minhas economias -, diz Khalil que já foi um dos mais prósperos comerciantes da Faixa de Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ele e milhares de outros palestinos vivem em campos de refugiados. O maior se chama &lt;strong&gt;Brasil&lt;/strong&gt;, uma herança do pelotão do exército brasileiro que serviu aqui como parte da Força de Paz da ONU, no começo dos anos 50. Os moradores mais jovens nem sabem disso, mas mantêm o nome do lugar por causa da admiração que eles têm pelo futebol da seleção brasileira. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brasil palestino já foi considerado pela ONU um dos lugares mais pobres do mundo. Aqui falta praticamente tudo: água encanada, transporte público, hospitais, escolas. Não existe infra-estrutura, nem emprego pra essa gente que vive de doações. Mas, como se fossem contagiados por um espírito verde-e-amarelo, esses "brasileiros" também são otimistas.&lt;/strong&gt; (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava achar que a paixão descabida pelo futebol e o otimismo insensato eram um legado cultural ou uma conseqüência da combinação dos elementos desigualdades sociais e "ópio do povo". Confesso que isso, de alguma forma, consolava-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejo que a questão é meramente semiológica. Enquanto o Brasil for &lt;strong&gt;Brasil&lt;/strong&gt;, não progredirá. Observem o que aconteceu com o Brasil palestino. Não julgo possível que eles tenham se deixado contaminar pelo "brasileirismo genuíno" a uma distância tão grande, sendo um lugar tão desprovido de recursos, onde o acesso aos meios de comunicação é um luxo de que pouquíssimos podem desfrutar. Está claro para mim que o &lt;strong&gt;nome&lt;/strong&gt; Brasil traz consigo toda essa carga de despropósitos, de miséria econômica, de pobreza, de otimismo idiota, de paixões tão eternas e tão circunstanciais, de cegueira ignorante que desvirtua a realidade. O nome Brasil não rima com prosperidade. Vejam o que se sucedeu com o &lt;strong&gt;pau-brasil&lt;/strong&gt;. Talvez já estivessem querendo nos alertar sobre isso há algum tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112312923363416564?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112312923363416564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112312923363416564&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112312923363416564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112312923363416564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/08/o-brasil-aqui.html' title='O Brasil é aqui'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-112131151372439457</id><published>2005-07-13T23:46:00.000-03:00</published><updated>2005-07-14T03:57:56.830-03:00</updated><title type='text'>Sobre meninos e os pingos de chuva</title><content type='html'>&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3535/524/320/traenen_montage_klein.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi inevitável. Uma lágrima descuidada caiu na página 32 e ele enxugou depressa seu rastro com medo de que alguém a percebesse. Não se permitia chorar tão fácil, mesmo com o tédio triste que a brisa gelada do inverno soprava da praia. Pijama improvisado, camisa velha, calças compridas e meias. E furos. Haveria quem não o reconhecesse naquele uniforme. O marejado do olhar por detrás do vidro lascado tornava sua imagem ainda mais distinta daquela que o espelho do elevador refletia costumeiramente. Era mesmo um dia atípico, mas chorar já era demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao banheiro, olhou-se no espelho, tirou os óculos. Apertou as pálpebras e a vista míope insistia em ficar embaçada. Abriu a torneira, esperou uns instantes até tomar coragem para tocar a água gelada. Fez das mãos concha, lavou o rosto. Pele áspera da barba por fazer. Alcançou a toalha e enxugou os olhos. A lágrima insistia em ficar lá, guardada entre o abrigo e o precipício, no canto direito do olho. Deveria haver um jeito de ressequi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página do livro, o borrão era prova documental e indelével da emoção tolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para todos os efeitos, ele diria que havia sido um pingo de chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-112131151372439457?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/112131151372439457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=112131151372439457&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112131151372439457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/112131151372439457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/07/sobre-meninos-e-os-pingos-de-chuva.html' title='Sobre meninos e os pingos de chuva'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111940248617257841</id><published>2005-06-21T22:01:00.000-03:00</published><updated>2005-06-21T22:08:06.180-03:00</updated><title type='text'>Untitled</title><content type='html'>Não raro, eu me pego trafegando em vão e sem rumo por páginas - quantas páginas -, blogs - e mais blogs -, fotologs - outros fotologs-, perfis do orkut - tantos perfis do orkut -, nessa cadeia, infinita cadeia, que liga todos e todas as vidas no mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, não sei o que acontece, meu espírito retoma o corpo e me pergunto: "a procura de que eu vaguei durante tanto tempo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem resposta, deixo o caminho meio tonta ainda, mas com a certeza de que, em alguma parte da trajetória, outra estrada sem placas, sem sinalização, sem asfalto ao menos, acabará por me levar de volta a trafegar em vão e sem rumo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111940248617257841?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111940248617257841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111940248617257841&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111940248617257841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111940248617257841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/06/untitled.html' title='Untitled'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111851150026554014</id><published>2005-06-11T14:36:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T16:46:34.733-03:00</updated><title type='text'>Roda Viva</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/ciranda.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...temdiasqueagentesesentecomoquempartiuoumorreuagenteestancou&lt;br /&gt;derepentoufoiomundoentãoquecresceuagentequertervozativanonosso&lt;br /&gt;destinomandarmaseisquechegaarodavivaecarregaodestinopralároda&lt;br /&gt;mundo,rodagiganterodamoinhorodapiãootemporodounuminstantenas&lt;br /&gt;voltasdomeucoraçãoagentevaicontraacorrenteaténãopoderresistir&lt;br /&gt;navoltadobarcoéquesenteoquantodeixoudecumprirfaztempoqueagente&lt;br /&gt;cultivaamaislindaroseiraquehámaseisquechegaarodavivaecarregaa&lt;br /&gt;roseirapralárodamundorodagiganterodamoinhorodapiãootemporodou&lt;br /&gt;numinstantenasvoltasdomeucoraçãoarodadasaiaamulatanãoquermais&lt;br /&gt;rodarnãosenhornãopossofazerserenataarodadesambaacabouagente&lt;br /&gt;tomaainiciativaviolanaruaacantarmaseisquechegaarodavivaecarrega&lt;br /&gt;aviolapralárodamundorodagiganterodamoinhorodapiãotemporodounum&lt;br /&gt;instantenasvoltasdomeucoraçãoosambaaviolaaroseiraumdiaafogueira&lt;br /&gt;queimoufoitudoilusãopassageiraqueabrisaprimeiralevounopeitoasaudade&lt;br /&gt;cativafazforçaprotempopararmaseisquechegaarodavivaecarregaasaudade&lt;br /&gt;pralárodamundorodagiganterodamoinhorodapiãootemporodounuminstante&lt;br /&gt;nasvoltasdomeucoração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111851150026554014?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111851150026554014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111851150026554014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111851150026554014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111851150026554014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/06/roda-viva.html' title='Roda Viva'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111811663357176638</id><published>2005-06-07T00:15:00.000-03:00</published><updated>2005-06-07T01:00:26.086-03:00</updated><title type='text'>Topa tudo por dinheiro</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; WIDTH: 285px; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid; HEIGHT: 198px" height="186" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/0212f001j.jpg" width="255" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter cedido à proposta tentadora de fazer sua conta bancária virar pista de pouso para 250.000 aviõezinhos daqueles que o Silvio Santos fazia voar sob a platéia em seu programa Topa Tudo Por Dinheiro, Ana Paula Padrão descobriu que o preço que se paga, às vezes, é maior do que a quantia que se recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devidamente contratada pela emissora paulista, a jornalista deixa seu posto de âncora do Jornal da Globo para sentar-se no sofá de Hebe Camargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em sua estréia "na nova casa", é obrigada a ouvir um &lt;em&gt;medley &lt;/em&gt;de Emílio Santiago ao vivo, mal ensaiado e fora do tom. Por um quarto de milhão, é compreensível. Mas, não bastasse tamanha humilhação, a pobre ainda é forçada a esboçar um sorriso quando vê o Tiririca adentrar o palco fingindo ser vendedor de objetos eróticos, enquanto a Hebe piora todas as analogias sexuais de mal gosto feitas com um pato de plástico de bico supostamente magnífico para muitos fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SBT investiu alto com o motivo de que "Ana Paula Padrão é tudo o que precisamos para inaugurar a era do 'jornalismo sério' na emissora". Mas ela não consegue se segurar e entrega o jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu queria pedir desculpas àqueles que me assitiam tarde da noite. Eu preciso ter vida também! Agora vamos fazer um jornalismo fácil, para todo mundo entender."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas aceitas. Emílio Santiago, Tiririca e jornalismo mais fácil do que o atual do SBT já são punição demais, você há de convir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111811663357176638?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111811663357176638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111811663357176638&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111811663357176638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111811663357176638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/06/topa-tudo-por-dinheiro.html' title='Topa tudo por dinheiro'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111803235920945026</id><published>2005-06-06T01:31:00.000-03:00</published><updated>2005-06-07T01:02:30.736-03:00</updated><title type='text'>Casa de Areia e Pólvora</title><content type='html'>Meia noite e doze, João e eu estávamos no carro, a caminho de casa, depois de havermos concluído que o melhor a fazer era comer as sobras da geladeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Lá é muito perigoso, melhor não arriscar comer fora a essa hora.”&lt;br /&gt;- “Eu acho tranqüilo, mas não quero correr o risco de dizer isso e depois acontecer alguma coisa. Vou me sentir mal. Mas a verdade é que as coisas podem acontecer em qualquer lugar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Gonzaga Bastos, entramos à direita, na Rua dos Artistas. Estávamos a menos de trinta segundos de casa. Busquei a bolsa para adiantar as chaves. Novamente à direita, entramos na Ribeiro Guimarães. É quando surgem duas motos atrás do carro. Dois homens em cada uma. Eles começam piscar os faróis, como costumeiramente se faz quando se deseja ultrapassar. “Mas motos não têm problemas com ultrapassagem, elas passam em qualquer lugar”, você diria. João concordaria. Os motoqueiros tentaram ultrapassar, cada moto de um lado do carro. E foi na certeza de que estávamos prestes a ser vítimas de um assalto que ele pisou tão fundo quanto pôde. Passamos imprudentemente pelo sinal vermelho. Às vezes é difícil escolher morrer num acidente ou com um tiro. Mas ele fez a escolha certa. As motos nos acompanharam até abrirmos uma boa distância. Desligaram os faróis e não as vimos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com o carro numa velocidade considerável, ele usou o freio de mão para fazer a curva fechada que daria numa rua adjacente. Eu ainda estava atordoada com o fato de termos passado tão rápido por um sinal vermelho e por termos nos safado, ninguém sabia até quando, de quatro homens em cima de motos. Decidimos que o melhor caminho para casa seria a contramão. Qual não foi nossa surpresa quando nos deparamos com uma viatura policial! A proteção na porta de casa e nós ainda achamos que vivemos numa cidade perigosa! Ele desceu e deu o depoimento ainda no calor da adrenalina. Eu, com medo, mal(-)ajeitei os bancos para que a distância fosse suficiente para apertar a embreagem e entrei no prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós saímos de casa para assistir à “&lt;a href="http://www.sonypictures.com.br/hotsites/cinema/340/"&gt;Casa de Areia&lt;/a&gt;” na Estação Botafogo. O filme vale pela fotografia, pela história e pela impecável, como sempre, atuação da Fernanda Montenegro – às vezes, chego a duvidar que ela soe tão verossímil na vida real. O areal esquecido no meio do Maranhão é quase como um planeta inabitado, inóspito, inodoro, incolor. A vida das personagens no meio daquele deserto mutante, errante, desconcertante provoca uma sensação paradoxal de prisão no vasto. Prisão fisico-psíquica, onde a ausência de muros indica a total impossibilidade de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É claro que eu não conseguiria viver num lugar como esse”, respondi a ele. “Imagina viver longe de onde as coisas se realizam e acontecem, da informação, do upgrade, do cinema, da música, dos livros, dos jornais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida se provou irônica demais para mim hoje. Agora, pensando melhor, entre a prisão das grades concretas do Rio de Janeiro e a dos grãos de areia do Maranhão, provavelmente, escolheria a segunda. A única certeza que tenho aqui é a de que é só uma questão de tempo até que eu me torne a próxima vítima, direta ou indiretamente. Lá, pelo menos, há a vantagem de se saber de onde o tiro vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111803235920945026?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111803235920945026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111803235920945026&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111803235920945026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111803235920945026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/06/casa-de-areia-e-plvora.html' title='Casa de Areia e Pólvora'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111586707947837867</id><published>2005-05-11T23:48:00.000-03:00</published><updated>2005-05-12T00:11:20.813-03:00</updated><title type='text'>Fábulas de um conto sem fadas</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; WIDTH: 220px; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid; HEIGHT: 250px" height="211" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/caminho.jpg" width="166" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil dizer quando a vontade de ser jornalista passou a ser resposta à pergunta "o que você vai ser quando crescer?". A verdade é que não me recordo de ter querido ser outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que a vontade tenha surgido das horas que passava assistindo às "Aventuras do Superman". Freud diria que vejo em Lois Lane meu &lt;em&gt;alter ego&lt;/em&gt; difarçado porque dono de tudo o que já quis ser e não pude (pais são sempre muito cruéis). Provavelmente, ele suporia que, na falta do falo que faria de mim, mais do que jornalista, a própria Übermensch nietzschiniana, deixei de lado a intenção de superpoderes para ser heroína das minhas próprias histórias, dos meus próprios textos. Mas Jung, sobre isso, teria dito provavelmente que todos meus personagens são, em verdade, minhas personas que vêm à tona vez ou outra, denunciando todas os conformes que minha personalidade pode tomar e reduziria minha caneta à mera propagadora dos estereótipos do inconsciente coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tento retraçar os caminhos que me trouxeram até aqui. Fico pensando em qual parte resolvi trocar as pedras por migalhas de pão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111586707947837867?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111586707947837867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111586707947837867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111586707947837867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111586707947837867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/05/fbulas-de-um-conto-sem-fadas.html' title='Fábulas de um conto sem fadas'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111479752375811849</id><published>2005-04-29T14:44:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T13:08:54.490-03:00</updated><title type='text'>Da gaveta, eis que surge um texto</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/0861.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro amanheceu cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria ter sido decretado feriado. Feriado do lençol, do edredom, do colchão, da pipoca, da televisão, de todos os programas que passam à tarde, do chocolate... Parece mesmo que todo mundo se esqueceu de se levantar. Andei pelas ruas de Botafogo e só o que podia sentir eram aqueles rostos graves, aqueles passos pesados, aqueles olhos entreabertos de quem acordou, mas não despertou. Eu adoro dia assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que preferia ter podido ficar em casa fazendo nada, mas mesmo tendo levantado às 5:30h, consigo me ver contente pelo casaco que há muito não saia do armário, pelo tempo friozinho, pela cor cinza do dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei a passos bem lentos pela Praia de Botafogo. Fui caminhando sem pressa de chegar (e tinha mesmo tempo de sobra), com meu guarda-chuva vinho e fones de walkman nos ouvidos. Caminhei pensando... Pensando tanto que fiquei um bom tempo sem saber qual música estava tocando na rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de quem gosta de escrever é que não pensa direito. Escreve mentalmente. Desenvolve cada palavra, cada linha, como se estivesse com lápis e papel nas mãos. Acho mesmo que isso torna o pensamento um tanto mais lento. Há de se rever o pensado de vez em quando para não deixar escapar nenhum erro gramatical ou de concordância, fazer correções mentais na busca da forma perfeita para algo que deveria ser naturalmente aforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pingos finos d'água embaçam meus óculos e quase não me permitem ver o pão-de-açúcar detrás da neblina quase londrina. Mas mesmo minha incurável miopia não seria capaz de distorcer a beleza do cenário. Quase tentada a sentar na beira calçada, forço-me a seguir o caminho, ao som de não sei qual música, pensando em não sei o quê... Mas com a certeza de que os melhores momentos de nossas vidas, definitivamente, não têm hora para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto velho e engavetado. Resisti em fazer qualquer alteração, por mais que a vontade fosse forte. É do ano passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111479752375811849?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111479752375811849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111479752375811849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111479752375811849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111479752375811849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/04/da-gaveta-eis-que-surge-um-texto.html' title='Da gaveta, eis que surge um texto'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111457128444976321</id><published>2005-04-27T00:08:00.000-03:00</published><updated>2005-04-30T13:37:14.796-03:00</updated><title type='text'>Plim Plim</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/logo_globo.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comemoração de seus 40 anos, a Globo é pura &lt;strong&gt;metalinguagem&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111457128444976321?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111457128444976321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111457128444976321&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111457128444976321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111457128444976321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/04/plim-plim.html' title='Plim Plim'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111326682618807008</id><published>2005-04-11T21:22:00.000-03:00</published><updated>2005-04-12T23:26:35.723-03:00</updated><title type='text'>Luiza</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/lulindona0054.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é pequena. Contudo não tão pequena que caiba na palma da minha mão. Infelizmente. Quisera eu guardá-la no meu bolso e protegê-la de todo e qualquer mal (e mau também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ensiná-la sobre as coisas da vida, sobre as abelhas que voam de flor em flor, sobre o céu ser azul, sobre como as crianças nascem, sobre o canto dos passarinhos, sobre todas as cores do mundo, sobre por que a chuva cai, sobre a ordem de todos os números, sobre a impossibilidade de se escrever infinito, sobre por que os olhos doem quando olhamos para o sol, sobre a lei da gravidade, sobre a importância de se obedecer aos pais, sobre como fazer coisas escondido sem ser descoberta, sobre todas as línguas faladas, sobre todas as sociedades extintas, sobre o funcionamento do corpo humano, sobre os buracos negros, sobre o sistema solar, sobre rotação e translação, sobre as diferenças entre meninos e meninas, sobre quem escreveu a Bíblia, sobre o nosso planeta Terra ser constituído, predominantemente, de água, sobre como somos parecidos com os macacos, sobre as baleias, que, apesar de se assemelharem aos peixes, são mamíferos, sobre perdoar, sobre não esquecer, sobre a métrica dos poemas parnasianos, sobre a necessidade de se estudar matemática a fundo (mesmo que só se utilizem as quatro operações fundamentais), sobre a história da música, sobre como correr sem cair, sobre como voar sem sair do chão, sobre ler bons livros, sobre ler livros ruins de vez em quando, sobre como escrever palavras proparoxítonas (e sempre acentuá-las), sobre não falar com pessoas desconhecidas, sobre amar sempre, sobre amar só os certos, sobre não se magoar, sobre não ligar, mesmo quando se quer, sobre nunca mentir, sobre nem sempre falar a verdade, sobre o quanto somos pequenos em comparação ao universo, sobre o quanto somos importantes na vida de quem nos ama, sobre nenhum menino merecer um lágrima sua, sobre nenhuma pessoa merecer nenhuma lágrima sua, sobre nunca desejar mal a ninguém, sobre só se desejar mal a determinadas pessoas, em determinadas circunstâncias, sobre o valor da família, sobre o quanto dependemos de quem vive conosco, sobre as perdas, sobre a saudade, sobre ser forte, sobre ser tudo o que nos é verdadeiramente impossível, sem notarmos a impossibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas basta um sorriso seu e fica muito claro quem precisa aprender o quê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111326682618807008?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111326682618807008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111326682618807008&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111326682618807008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111326682618807008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/04/luiza.html' title='Luiza'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111272933559143707</id><published>2005-04-05T16:16:00.000-03:00</published><updated>2005-04-05T16:37:26.833-03:00</updated><title type='text'>The show must go on...</title><content type='html'>&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/pope.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa era pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso todo mundo sabia. A declaração do Dom Eusébio Scheidt, arcebispo do Rio de Janeiro, contudo, não deixou dúvidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Dom Eusébio, quais são os pré-requisitos para a eleição do novo papa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "O novo papa tem que ser um homem de mídia. Sem mídia, não dá!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, o pop não poupa ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Nessas horas, eu penso que não pode ser tão mal fazer faculdade de Comunicação. Mas o Boghob tirou minhas esperanças: "o próximo papa vai ser da PUC, porque além de estudar comunicação, será aluno de uma universidade católica". Droga! E eu havia suspeitado desde o início de que minha escolha pela UFRJ ainda me renderia anos de arrependimento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111272933559143707?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111272933559143707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111272933559143707&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111272933559143707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111272933559143707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/04/show-must-go-on.html' title='The show must go on...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111153788212169196</id><published>2005-03-22T21:12:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T21:47:33.566-03:00</updated><title type='text'>"The last time I saw Richard"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/640/EPelliccisign2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/EPelliccisign2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ganhei o CD acústico da Legião Urbana quando tinha uns 13 anos, quase 14. É claro que quase todo mundo passa por uma fase "legião" na vida, é justamente quando aprendemos a cantar "Faroeste Caboclo" na "língua do P" e achamos que, agora sim, estamos prontos para adentrar a adolescência e encarar todas as suas espinhas, crises e músicas de três acordes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo elege as canções preferidas de algum disco também. As minhas quase sempre são as 2, as 7 e as 10. Já tentei escrever teses sobre a disposição das músicas e a minha preferência por determinados números, mas não encontrei nada mais do que a Cabala. Bem, com o acústico não podia ser diferente. Desde que o ouvi pela primeira vez, chamou minha atenção a faixa número 10. Era "The last time I saw Richard". Não foi pelo sotaque do Renato Russo, nem pela melodia bastante depressiva, tampouco pela mensagem (aos treze, minhas limitações vocabulares anglo-saxônicas levavam-me constantemente ao dicionário em busca de verbos conjugados como &lt;em&gt;done&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;been&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;seen&lt;/em&gt;). Não havia um porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocava o aparelho no &lt;em&gt;repeat&lt;/em&gt; e ouvia a música tardes inteiras, incessantemente. Inventei até um dialeto próprio que se adequasse à melodia, palavras ou frases inteiras que só faziam sentido (sim, faziam) para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só hoje tive a curiosidade de saber o que dizia. Não me lembro de ter tido essa vontade antes. Li a versão original, fiquei feliz ao perceber que, mesmo naquela época, não havia feito muitas modificações. Só não consigo entender por que não consigo cantar da maneira correta mesmo agora, depois de tantos anos, e com o texto em mãos. Acho que, no fundo, prefiro a minha versão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Last Time I Saw Richard by Joni Mitchell&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jmdl.com/lyrics/print.cfm?id=TheLastTimeISawRichard" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="link" href="http://www.jmdl.com/glossary/entry.cfm?id=62"&gt;The last time I saw Richard was Detroit in '68&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;And he told me all romantics meet the same fate someday&lt;br /&gt;Cynical and drunk and boring someone in some dark cafe&lt;br /&gt;You laugh he said you think you're immune&lt;br /&gt;Go look at your eyes they're full of moon&lt;br /&gt;You like roses and kisses and pretty men to tell you&lt;br /&gt;All those pretty lies pretty lies&lt;br /&gt;When you gonna realise they're only pretty lies&lt;br /&gt;Only pretty lies just pretty lies&lt;br /&gt;He put a quarter in the &lt;a class="link" href="http://www.jmdl.com/glossary/entry.cfm?id=63"&gt;Wurlitzer&lt;/a&gt; and he pushed&lt;br /&gt;Three buttons and the thing began to whirr&lt;br /&gt;And a bar maid came by in fishnet stockings and a bow tie&lt;br /&gt;And she said "Drink up now it's gettin' on time to close"&lt;br /&gt;"Richard, you haven't really changed" I said&lt;br /&gt;It's just that now you're romanticizing some pain that's in your head&lt;br /&gt;You got tombs in your eyes but the songs you punched are dreaming&lt;br /&gt;Listen, they sing of love so sweet, love so sweet&lt;br /&gt;When you gonna get yourself back on your feet?&lt;br /&gt;Oh and love can be so sweet Love so sweet&lt;br /&gt;Richard got married to a figure skater&lt;br /&gt;And he bought her a dishwasher and a coffee percoator&lt;br /&gt;And he drinks at home now most nights with the TV on&lt;br /&gt;And all the house lights left up bright&lt;br /&gt;I'm gonna blow this damn candle out&lt;br /&gt;I don't want nobody comin' over to my table&lt;br /&gt;I got nothing to talk to anybody about&lt;br /&gt;All good dreamers pass this way some day&lt;br /&gt;Hidin' behind bottles in dark cafes dark cafes&lt;br /&gt;Only a dark cocoon before&lt;br /&gt;I get my gorgeous wings and fly away&lt;br /&gt;Only a phase these dark cafe days&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111153788212169196?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111153788212169196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111153788212169196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111153788212169196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111153788212169196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/03/last-time-i-saw-richard.html' title='&quot;The last time I saw Richard&quot;'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111116076281985164</id><published>2005-03-18T12:37:00.000-03:00</published><updated>2005-03-25T14:54:36.303-03:00</updated><title type='text'>Amor à Buarque</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/640/chico_buarque2502.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 3px solid; BORDER-TOP: #ffffff 3px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 3px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 3px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/chico_buarque2502.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor amor é aquele que não tem hora pra chegar (contudo, chega sempre na hora certa), não tem hora pra terminar (no entanto, chega ao fim sempre mais cedo do que havíamos previsto) e tem gosto de chuva com a melodia de &lt;em&gt;&lt;a href="http://w3.impa.br/~nivaldo/chico/all/0108.html"&gt;Futuros Amantes&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; assobiada na língua de Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica o banho infiel na praia do Leblon, as visitas escondidas no meio da tarde depois de deixar as crianças na escola, a troca ilícita de olhares à vista de quem estivesse disposto a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele a seduzia há algum tempo. Não foi a primeira vez", "Não foi traição", "Foi coisa daquele momento. Um impulso que ela não conseguiu controlar", diz o marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era claro que a culpa era dele... Aqueles olhos azuis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoável, convenhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Créditos à minha incondicional amiga Amêndoa, que, pacientemente, ensinou-me a arte do cutout no Photoshop!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111116076281985164?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111116076281985164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111116076281985164&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111116076281985164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111116076281985164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/03/amor-buarque.html' title='Amor à Buarque'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111094135840595737</id><published>2005-03-15T23:18:00.000-03:00</published><updated>2005-03-16T01:08:24.833-03:00</updated><title type='text'>Re-cor-dar</title><content type='html'>Ela vinha andando na direção oposta, abraçada na mesma pasta velha e cansada, olhando para baixo como se contasse o número de pedras portuguesas. Ele a percebera ainda ao longe, mas não porque fosse especialmente bela ou singularmente interessante. Havia reconhecido sua figura e seu jeito cabisbaixo de andar; todavia não poderia apontar com alguma certeza de onde. Sua imagem era como uma foto antiga apagada pelo tempo, sem cenário, sem data, sem impressões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou a observá-la enquanto tentava, inutilmente, sabia, encaixá-la em algum vestígio de memória. Ela andava a passos arrastados, parecia-lhe extremamente gasta ainda na flor-da-idade, recordava-se de que ela sempre houvera tido esse olhar, como dizer, envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecia nela aquele rir quase tímido, sabia que a maçã do rosto parecia mais robusta do que lhe seria conveniente, lembrava-se de que ela desviava o olhar toda vez que o sorriso lhe tomava a boca. Recordava-se de que ela, durante qualquer conversa, tentava mil vezes prender os cabelos num nó que a lisura invariavelmente desvazia, que nunca se dava por vencida, achando, ele presumia, que da próxima vez, talvez com mais jeito, conseguisse prender a madeixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada nuance, cada gesto, cada movimento não lhe era novo. Contudo, não conseguia localizá-la em suas lembranças e, confessava, não eram tantas, nem tão dignas de serem armazenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a acreditar que ela talvez fosse mera invenção de sua mente. Talvez nem existira de verdade em seu passado. Talvez sua existência presente fosse tão etérea quanto um pensamento vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade foi que lhe sorriu ao passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111094135840595737?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111094135840595737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111094135840595737&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111094135840595737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111094135840595737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/03/re-cor-dar.html' title='Re-cor-dar'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-111050974668786786</id><published>2005-03-10T23:53:00.000-03:00</published><updated>2005-03-10T23:55:46.686-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Eu sempre achei que nostalgia tivesse cheiro de naftalina...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-111050974668786786?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/111050974668786786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=111050974668786786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111050974668786786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/111050974668786786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/03/blog-post.html' title='...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110865774710312369</id><published>2005-02-17T14:29:00.000-02:00</published><updated>2005-02-22T12:05:11.086-03:00</updated><title type='text'>Sobre (meu) amor e geometria...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/640/caero0050.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/200/caero0050.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha dois amores. Era João e era Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era João como tantos outros e, no entanto, era um só. Era Gabriel como outros tantos e não era só mais um. E, sem que eles soubessem, amava os dois ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra, um notava algum possível distanciamento, mas ela desconversava, dizia que era coisa pouca, que não valia a pena falar. Mas era difícil conter o pensamento que, às vezes, voava até o outro pra reviver um momento ou curtir a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João tinha os olhos mais lindos do mundo e cílios longos que pareciam varrer a paisagem cada vez que movimentava suas pálpebras. Gabriel tinha mãos de anjo e bastava que ele procurasse as suas para que ela se sentisse mais segura. João tinha um sorriso de criança, meio torto, meio de banda. Um sorriso que denunciava que aquele nome sacrossanto escondia, às vezes, intenções pouco imaculadas. Gabriel tinha braços sempre abertos e o peito que ela gostava de fazer de travesseiro. João era um grande contador de histórias, tinha um repertório completo sobre os mais diversos assuntos e não hesitava contá-las ao primeiro que se dispusesse a ouvir. Mas era Gabriel quem estava sempre ao seu lado disposto a escutar toda e qualquer lamentação, mesmo aquelas descabidas por conta do ciclo. João adorava fazer amigos, falava com qualquer indivíduo com a intimidade de um velho conhecido. Gabriel era mais contido, temia sentir-se deslocado em seu novo círculo de amizades. João a acompanhava aos shows de música popular. Gabriel aceitava ir ao cinema para assistir a um documentário português. João, por ela, havia lido um livro inteiro. Gabriel, por ela, arriscava a conjugação de alguns verbos em alemão. João agora não jogava mais papel na rua. Gabriel agora lavava as mãos todas as vezes antes de abrir a geladeira. João fazia de tudo para não vê-la triste. Gabriel fazia de tudo para vê-la feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mesmo uma menina de sorte. Aquele triângulo amoroso era um triângulo isósceles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110865774710312369?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110865774710312369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110865774710312369&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110865774710312369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110865774710312369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/02/sobre-meu-amor-e-geometria_17.html' title='Sobre (meu) amor e geometria...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110861628792137108</id><published>2005-02-17T02:58:00.000-02:00</published><updated>2005-02-17T13:19:06.796-02:00</updated><title type='text'>Péché</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/640/oculos%20e%20fita2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 1px solid; BORDER-TOP: #ffffff 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 1px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/48/3630/200/oculos%20e%20fita2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia nada sobre as inovações narrativas que deram origem à &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt; de Jean-Luc Godard, não havia assistido ao clássico &lt;em&gt;Le voyage dans la lune&lt;/em&gt; do Georges Mélies, não havia lido nenhuma resenha do François Truffaut na &lt;em&gt;Cahiers du Cinéma&lt;/em&gt;, não sabia que os filmes &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt; e todos os seus detetives, &lt;em&gt;femmes fatales&lt;/em&gt;, vilões e conspirações eram influência direta da literatura policial dos anos da Depressão, não havia estudado o realismo poético do &lt;em&gt;Les enfants du paradis&lt;/em&gt; de Marcel Carné. O pior: desconhecia completamente a fonética francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava imaginando se teria salvação (ou seria perdão?) neste mundo cult de tantas Estações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post Scriptum: Alguém precisa me deter! Já não bastasse o trocadilho cinematográfico infame "Glauber &lt;em&gt;Rocha&lt;/em&gt; era um louco de&lt;em&gt; pedra&lt;/em&gt;", passo o meu dia pensando que nada é mais coincidente e premonitório do que o deus do cinema mundial ser o GODard! Êta vida boba...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110861628792137108?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110861628792137108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110861628792137108&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110861628792137108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110861628792137108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/02/pch_17.html' title='Péché'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110644929866373915</id><published>2005-01-23T01:23:00.000-02:00</published><updated>2005-02-14T02:01:54.633-02:00</updated><title type='text'>Eu, F.L., não escrevo há...</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 205px; HEIGHT: 166px" height="204" src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/mao2.JPG" width="214" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornar-se escritor é um passo (adiante, será?) quase irresistível no mundo da verborragia blogueira, onde todos estão a um clique de ter seus textos (ou quase) publicados nas páginas deste espaço atemporal e intangível. As conseqüências dessa decisão, contudo, revelaram-se muito mais aterradoras do que outrora pareciam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade de atualização da rede, a quantidade infinita de informações que circulam o mundo por esses cabos de fibra ótica ou na carona das ondas SHF, o &lt;em&gt;upgrade&lt;/em&gt; contínuo de todo o conteúdo sempre me trazem a sensação de que deveria escrever alguma coisa; meu silêncio parece tornar este espaço um contra-senso, um despautério, um despropósito não consentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento já me condenou a horas perdidas na frente do monitor, batendo nas teclas, em busca daquela idéia que vem e vai no decorrer das linhas. São dezenas de &lt;em&gt;drafts&lt;/em&gt;, rascunhos compelidos, enredos mal-nascidos pela força da cobrança de estar em dia com o mundo da indigestão mental. Cansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de algo suficientemente interessante para se dizer, silêncio sem sofrimento a partir de hoje. Desfaço-me, neste instante, de todo e qualquer vínculo ético com a rede e prometo não mais padecer a culpa de nenhuma palavra escrita, nenhum parágrafo desenvolvido, nenhum personagem original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alívio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima história!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110644929866373915?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110644929866373915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110644929866373915&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110644929866373915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110644929866373915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/01/eu-fl-no-escrevo-h.html' title='Eu, F.L., não escrevo há...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110610619478034273</id><published>2005-01-19T01:24:00.000-02:00</published><updated>2005-03-25T14:59:30.273-03:00</updated><title type='text'>Quase-pensamentos...</title><content type='html'>O armário da gente é quase como um museu de nossa própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando se aquela quantidade enorme de porta-retratos vazios, esquecidos, empoeirados denunciava que não havia tido tantos momentos dignos de serem expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei por que guardara durante tanto tempo todos aqueles livros dos primeiros anos de colégio. Resolvi que iria guardá-los por mais algum até que encontrasse a resposta. Se haviam ficado armazenados durante tantos anos, haveria de existir um motivo bom o suficiente. Precisaria relembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encontrar uma explicação para a dificuldade que encontrei em me desfazer das provas materiais de minha existência, daqueles objetos que comprovam e retraçam os caminhos que me trouxeram até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionei a utilidade daqueles bilhetes de papel de caderno trocados incessantemente na sala-de-aula, passados de mão-em-mão até chegar ao destinatário. Todas aquelas histórias e todos aqueles começos já haviam encontrado fins menos interessantes do que imaginávamos em nossa inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que os tenha guardado para não me esquecer de que o futuro nem sempre é como costumava ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110610619478034273?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110610619478034273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110610619478034273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110610619478034273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110610619478034273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2005/01/quase-pensamentos.html' title='Quase-pensamentos...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110186234186743639</id><published>2004-11-30T22:33:00.000-02:00</published><updated>2004-12-16T12:08:33.063-02:00</updated><title type='text'>Baianidade </title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/menor.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada melhor para ela do que ficar deitada no chão duro do quarto, olhando pro teto, ouvindo uma boa música. Nada lhe esvaziava mais a mente das preocupações e das atribuições do dia-a-dia do que a melodia que lhe atravessava os ouvidos, varrendo-lhe os pensamentos, deixando só um espaço limpo e branco, enquanto tentava encontrar uma posição menos desconfortável no chão gelado. Olhava as fotos na parede e podia reviver intensamente cada momento. Re-ria, re-beijava e re-sentia todos aqueles instantes congelados pela luz do flash, pendurados no tempo, enquadrados no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela não sabia o que havia lhe acometido. Era uma preguiça baiana daquelas que fazem o sujeito reclamar até do esforço do respirar. Talvez fosse a música de Caetano na voz de Gil que soava do amplificador, trazendo toda aquele ar de Bahia pro quarto, a culpada por ela ter deixado suas obrigações e ter se deitado. Respirava a brisa de Itapoã, balançava-se na rede imaginária amarrada nos coqueiros da beira-mar e lia um livro etéreo de Jorge Amado. Êta baianidade boa, meu Deus...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110186234186743639?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110186234186743639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110186234186743639&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110186234186743639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110186234186743639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/11/baianidade.html' title='Baianidade '/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-110152005948856612</id><published>2004-11-26T22:47:00.000-02:00</published><updated>2004-12-01T02:23:30.066-02:00</updated><title type='text'>Nosso velho amor novo</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/foco.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história deles é engraçada, porque era bastante improvável que começasse daquela forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era bailarina desde os quatro e carregava nas costas a responsabilidade de ser tudo o que sua mãe não havia podido ser. Aquele discurso no tom de lamentação tantas vezes repetido já havia sido decorado e ela já não sabia até que ponto fazia as coisas porque queria ou porque tinha vontade. Às vezes, tentava procurar dentro de si um desejo que lhe fosse genuíno, mas logo entregava-se à facilidade de fazer o que fosse para não ter que ouvir as velhas lamentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era de esquerda. Na verdade, não sabia muito bem o que era ser de esquerda, mas aquilo sempre lhe havia soado politicamente correto. Não era revolucionário, como pretendia a maioria dos garotos de sua idade, contudo gostava de fingir que já havia participado de muitas manifestações. Já havia estado presente em uma porção delas, embora ninguém nunca o tivesse visto: "Você sabe como as pessoas somem no meio da multidão...". Os outros sempre sabiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nâo. Eles não se esbarraram, acidentalmente, no vai-vem do centro da cidade. A pasta dela, que voltava apressada do colégio normal, também não caiu no chão, fazendo com que todas as folhas se espalhassem pela calçada. Ele não tentou ajudá-la, pediu mil perdões, endireitou os óculos que haviam ficado tortos com a queda. Ela não havia lhe sorrido um sorriso gentil, ainda agachada, recolhendo os papéis. Suas mãos não haviam se encontrado sem querer quando ele tentou colocar um caderno na pasta. Ela não se virou, sentido uma pontinha de vergonha e ele não tentou falar algo que quebrasse o constrangimento do momento. Ele não olhou seu rosto e percebeu a pintinha charmosa que ela trazia perto do olho direito, quebrando a monotonia da pele branca de porcelana. Ela não viu os óculos que davam a ele o encanto intelectual dos autores dos livros que lia. Ela não partiu, deixando para trás, esquecido no asfalto, o folheto de sua apresentação daquela semana. Ele também, ao vê-lo no chão, não tentou gritar alguma coisa que lhe chamasse a atenção. Ele não fez nenhum esforço para se fazer ouvir no murmúrio barulhento dos transeuntes. Ele não leu o papel e o guardou no bolso, pensando que iria à apresentação só para vê-la novamente. Não pensou em usar a desculpa do papel esquecido na calçada para começar a primeira conversa. Não imaginou que lhe beijaria a mão quando se apresentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ele não havia percebido sua presença solitária naquela mesa esquecida no canto esquerdo do salão. Não havia visto seus pés que balançavam em ritmo de tédio, o sapato solto do calcanhar. Não havia se perguntado o que uma menina tão bonita fazia ali, sozinha, com a mão no rosto, esmagando a bochecha que abrigava a boca que, de tempos em tempos, abria-se de sono e prostração. Não havia se aproximado, sem se fazer notar, e a convidado para a valsa. Ela não esboçou nenhum sorriso ao simpático convite e se deixou seduzir pelo jovem cavaleiro. Eles não dançaram a noite toda, acreditando que haviam encontrado seu par ideal. Ele não fez questão de acompanhá-la até sua casa e ela não virou o rosto, fingindo não perceber o beijo que ele pretendia lhe dar. Ele não foi embora sabendo que o beijo tinha sido apenas adiado e pensando que, por ela, valia a pena esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Eles não se conheceram na viagem de trem que fizeram a São Paulo. Ele não percebeu a menina que chorava baixinho, olhando pela janela o cenário feio que aquele retângulo de ferro encerrava. Ele não lhe estendeu o lenço que carregava sempre consigo no bolso e ela não o aceitou, fazendo com que suas lágrimas corressem ainda com mais pressa. Ele não havia lhe dito que uma moça tão linda não devia chorar, por qualquer que fosse o motivo. Ela não lhe escondeu que estava grávida e que a mãe havia lhe mandado pra São Paulo até que ela tivesse o filho e que aquilo era a desgraça da família. Ela não lhe contou que a criança que carregava na barriga era fruto de uma noite, em que fugira de casa para encontrar o namorado. Não lhe contou que havia sido difícil segurar o primeiro desejo que ela sabia ser só seu e de mais ninguém. Não lhe disse também que fez isso, em parte, para provar a si mesma que era independente. Ele não havia feito a gentileza de não perguntar o porquê da choradeira. Também não havia se levantado para buscar um copo d'água. Eles não passaram o resto da viagem conversando e ela não descobriu nele mais do que um amigo, um pai para seu filho adulterino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele tem 75, ela, 71. Amanhã irão se conhecer. Ela estará sentada no banco da praça a ler um livro e ele se recostará a seu lado. Ele reclamará do calor e ela concordará com os olhos ainda fixos no livro. E esse vai ser o primeiro parágrafo do próximo romance que ela vai ler. Mas isso se ele não a ficar importunando com suas queixas sobre a temperatura. Esses dois... Santa paciência!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-110152005948856612?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/110152005948856612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=110152005948856612&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110152005948856612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/110152005948856612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/11/nosso-velho-amor-novo.html' title='Nosso velho amor novo'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109931530131073008</id><published>2004-11-07T01:21:00.000-02:00</published><updated>2004-11-08T17:47:50.666-02:00</updated><title type='text'>Reencontros</title><content type='html'>Fazia mesmo muito tempo que a gente não se encontrava e aquilo para mim era como um reencontro comigo mesma. Já havia me esquecido de que as crianças passam por processos de metamorfose muito mais rapidamente (e muito menos dolorosamente) do que os adultos e ter tido com ele aquele dia me fez lembrar a infância que ficou guardada em algum lugar do meu passado, possivelmente numa caixa de papelão cheia de sonhos impossíveis, vontades de voar, cartinhas de amor nunca enviadas e alguma bonecas louras de cabelos cortados. Talvez fosse essa aquela caixa esquecida no canto, coberta por uma camada fina de poeira cinza, que hoje serve de suporte aos arquivos de histórias e às pastas com as imagens das ceias de Natal e das poucas viagens que fizemos. Verdade é que não precisei abri-la. Ele fez com que eu me lembrasse, com perfeição, de tudo que guardava ali dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem cinco anos, quase seis. Sentou-se ao meu lado na hora do cachorro-quente e fiz questão de fazer todo tipo de pergunta a que as crianças estão acostumadas a responder: Ele me contou que, sim, gostava da escolinha, seu melhor amigo é o Bernardo e a aula de que ele mais gosta é a de Educação Física. Disse que havia ido ao cinema dia desses. Viu um filme "maneiro"! A mãe do Bernardo quem levou. Aliás, o Bernardo tem um irmão de um ano, quase dois. Tão pequenininho, coitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de que, quando tinha cinco anos, eu tinha mesmo era vontade de ser logo grande. Contava nos dedos os dias para completar uma mão inteira de idade. Com duas, eu já seria uma mocinha. Mas o bom mesmo era ter três mãos de idade e já ser grande o suficiente para usar batom, sutiã, salto alto e sair e namorar e poder fazer um mundão de coisas que os adultos só deixam a gente fazer quando se tem três mãos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordeu um pedaço do cachorro-quente, deixou escorrer um pouquinho de molho no lado esquerdo da boca. Não tinha engolido tudo ainda quando contou que o avô do Bernardo também iria ao cinema com eles, se ele não tivesse morrido uns dias antes. Pegou um guardanapo, limpou a mão e pediu mais um pouquinho de refrigerante. Continuou a comer como se aquela informação fosse a mais trivial de todos os tempos. O avô do Bernardo tinha morrido e isso era normal. Nada que ele tivesse que contar com um pouco mais de pesar na voz, um pouco menos de felicidade nos olhos, um pouco menos de cachorro-quente na boca. As crianças lidam muito melhor com a vida e, assustadoramente, com a morte. Elas parecem aceitar melhor a idéia do ciclo do que nós e isso se dê talvez por elas terem só iniciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de que, quando tinha cinco anos, eu brincava com uma caveira que minha mãe comprara na faculdade. Uma caveira de verdade. Ela usava para estudar anatomia e eu, para me divertir. Movimentava a mandíbula do Zé Petrônio (sim, ela tinha nome!) para cima e para baixo e inventava diálogos esdrúxulos. Fazia teatrinho para a família ou para as bonecas mesmo. Costumava abrir a tampa da cabeça do Zezé. Ficava olhando lá dentro e achando que eu não devia ser feia daquele jeito. Provavelmente, em vida, Zé era um homem daqueles bem horríveis e era por isso que o esqueleto não podia ser bonito. Mal tinha dentes, coitado! Nariz, então! Só tinha mesmo dois grandes buracos. Imaginava um rosto magro, bem magro, sem nariz e com poucos dentes e aquela era a imagem que tinha do homem José Petrônio de Oliveira da Silva. O sobrenome era emprestado de uma amiga do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, naquele reencontro o que mais me emocionou não foi lembrar de que eu queria ser logo grande e que hoje já quase não basta o auxílio dos dedos dos pés para contar minha idade. Também não foi a recordação de que tinha a morte como uma coisa natural, enquanto hoje dou toda minha energia por um fio de vida, por um dia a mais, por um novo momento para guardar na memória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou um caderninho e se pôs a desenhar as palavras. Desenhava com bastante capricho. Pediu para que eu prestasse bastante atenção e não confundisse L e E, um era maior do que o outro, advertiu-me. E escreveu "lua", "papai", "mamãe", "titia" com uma mãozinha tão pequena, mas já forte e agil o suficiente para traçar as letras no papel. Cada palavra escrita era um monte de elogios por parte da família e um sorriso tímido por parte do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera voltar ao tempo em que minha letra corrida ainda caminhava, lentamente, de mão-dada, em que eu sabia exatamente quanto esforço cada palavra exigia para ser escrita, em que eu sabia que algumas exigiam mais respeito, mais tempo e mais dedicação. Confesso ainda reencontrar aquela menininha toda vez que termino de escrever um texto e revejo em mim o brilho nos olhos de alegria, o sorriso de satisfação e o suspiro de tarefa cumprida tais quais como quando ela, pela primeira vez, escrevera "inconstitucionalissimamente" e fora correndo mostrar aos pais que fingiram não perceber a falta de algumas letras e as cedilhas sobressalentes, culpa da revisão despreocupada e da falta de experiência. Eu ainda releio o texto uma centena de vezes assim como ela, incrédula, relia aquela palavra enorme escrita no papel, lembrando-me da dificuldade de cada palavra como ela, de cada letra. Eu só quero lembrar em qual parte do caminho que me trouxe aqui ficaram a inocência, a sabedoria e a coragem daquela menina. Espero reencontrá-la mais algumas vezes para poder responder essa pergunta, muito embora, no fundo, já saiba sua resposta. Mas isso fica para o próximo texto.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109931530131073008?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109931530131073008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109931530131073008&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109931530131073008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109931530131073008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/11/reencontros.html' title='Reencontros'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109770733769855606</id><published>2004-10-13T19:18:00.000-03:00</published><updated>2005-06-23T22:26:25.573-03:00</updated><title type='text'>Persona(gem)</title><content type='html'>Não sabia se era mania ou alguma doença ainda não catalogada pela ciência. A verdade é que era inevitável. Havia se acostumado àquilo desde menino e, de alguma forma, mesmo que quisesse, não conseguia se desvencilhar daquele costume. Só era preciso que lhe passasse alguém pelos olhos. Pronto! Lá estava ele novamente a inventar histórias, a criar rumos incertos, a predizer o imprevisível. Não sabia como nem quando exatamente havia surgido, mas bastava que um pedestre lhe atravessasse o caminho e ele se punha a imaginar mil tramas. Eram todos personagens de uma novela que ele havia começado ainda na infância e que se estendia não sabia ele até quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o costume tivesse começado quando, aos cinco anos de idade, o pai o trouxe para o Rio de Janeiro. Lembrava-se de que, sentado no ônibus, sem nada para fazer, já havia contado todas as cercas da estrada, feito contas de somar e de diminuir com as placas de velocidade, tentado buscar formas nas nuvens do caminho ele atravessava. Nada adiantava. Estava mesmo agoniado. O pai já havia lhe chamado atenção umas quantas vezes porque o menino não parava de se mexer na cadeira, pertubando seu sono. Foi aí, ele acha, que ela surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a observar cada passageiro do ônibus. Alguns estavam a dormir, outros olhavam a paisagem através da janela com olhares fixos que pareciam não enxergar nada, uns ouviam rádios de pilha... Mas uma moça em especial lhe chamou atenção. Ele estava solitária, magra, acanhada, quase que espremida contra a janela do ônibus. Achou aquela posição bastante desconfortável, não sabia como não lhe doíam as costas estando sentada daquele jeito. Ela estava a ler um livro grosso, de capa dura e vermelha, se não lhe falhava a memória. Parecia estar gostando muito da história. Não desgrudava os olhos da página nem por um segundo e ele ficou fitando-a durante muito tempo. Alguns minutos já haviam se passado, ele percebera ao olhar o relógio que antes havia retirado, muito cuidadosamente, do bolso do pai. Ela não virava a página. Talvez aquela parte da história fosse especialmente curiosa ou importante, mas ele duvidava disso. As partes curiosas e importantes costumam ficar logo no início ou guardadas para o &lt;em&gt;gran finale&lt;/em&gt;. Ela estava no meio. Ele continuou a observar a moça que permanecia sentada, olhos grudados no livro, posição desconfortável. Ele pensou que ela, na verdade, não sabia ler. Segurava o livro e não conseguia decifrar uma só palavra. Fazia-o porque adorava livro, o cheiro dos livros, o peso dos livros, a imagem de inteligente que ele dava à pessoa que o segurava. Qualquer que fosse. O livro. A pessoa. Era possível que tentasse descobrir a lógica de formação das palavras por meio do tempo empregado em observá-las. Talvez ela achasse que elas passariam a fazer algum sentido se as olhasse com um pouco mais de atenção. Não sabia ao certo. Contudo, já havia imaginado que ela estava fazendo uma viagem muito mais longa do que a dele. Certamente, havia deixado a família, os pais e as onze irmãs, no sertão da Paraíba e seguido viagem até São Paulo, ele não sabia como. Mas tinha certeza: num pau-de-arara. Em São Paulo, abriu a bolsa de couro velho e descascado que ganhara em seu aniversário de 15 anos e retirou as economias de uma vida inteira para poder seguir viagem até o Rio. A moça tinha uma prima que morava no Rio. Uma prima um pouco mais velha que tinha feito a mesma viagem uns dois anos antes, havia conseguido um bom emprego. Trabalhava como diarista e estava ganhando mais do que o triplo do que ganhava na Paraíba. Era o suficiente para pagar o aluguel do cortiço e sanar as despesas com comida. É bem verdade que ficava sem o café-da-manhã de vez em quando, mas valia a pena. O Rio de Janeiro era outro mundo. Com o tempo, pretendia voltar a estudar e arrumar um emprego melhor, mas, por hora, estava aguardando a chegada da prima com quem dividiria o aluguel do cortiço e, quem sabe, o trabalho de diarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu no olhar fixo na página um quê de tristeza de quem se despede. Despedidas são sempre tristes, ele sabia apesar da pouca idade. O olho imóvel estava prestes a derramar uma lágrima, pensou. A lágrima possivelmente secara, fazendo com que ele não mais de mexesse. Ela queria chorar, mas não conseguia. Ou não podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele achou divertida aquela brincadeira de se adivinhar o que os outros são, para onde vão, em que direção e por que sempre com tanta pressa. Passou a adotá-la nos momentos de ócio, mas aquilo, pouco a pouco, tornara-se um vício. Já havia observado tantas pessoas tantas vezes que, hoje, podia prever com alguma precisão diálogos que aconteceriam e os proclamava, mexendo os lábios concomitantemente com os de seus personagens, sem fazer um som que denunciasse sua previsão certeira. Ele já sabia que a namorada, depois de olhar o prato vazio que ainda espera a comida do restaurante, passaria a mão no cabelo e o ajeitaria de trás da orelha. Sabia também que o namorado perceberia naquele momento o quanto ela era encantadora e procuraria sua mão por cima da mesa. Sabia que o velho que jogava cartas todas as tardes na praça era viúvo, não tinha filhos e era um militar inativo. Sabia que seus parceiros de jogo não notavam a marca da tristeza da solidão no canto de seus olhos. Sabia que ele fazia questão de escondê-la. Ele sabia a história de todos os seus personagens e nunca havia trocado uma só palavra, um só olhar, um só cumprimento com nenhum deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, porém, havia acordado e a cidade parecia vazia. Transitou pela rua em busca de alguma nova ou conhecida história, em busca de um personagem. Não avistou ninguém. Não achou muita graça em criar história para os pombos que se alimentavam de um pão bolorento jogado na calçada. Não sabia o que fazer. Voltou para casa, adentrou seu quarto. Estava zonzo e era a primeira vez que se sentia assim. Talvez fosse uma crise de abstinência, ou algo do tipo. Não sabia ao certo. Deitou-se na cama, olhou para o teto, a pá do ventilador a girar em virtude do vento que soprava da janela. Pensou sobre sua história. Sua própria. Sentiu um vazio estranho no estômago. Não conseguia se lembrar de nada. Ao contrário de seus personagens, não havia feito nada glorioso, não havia vivido um grande amor, não trazia a marca de nenhuma dor. Não tinha tino, não tinha talento, não tinha direção. Com algum esforço, limpou a neblina de um passado remoto e tentou re-traçar o caminho que o havia guiado até ali. Não conseguiu. Viver histórias de outros havia feito ele se esquecer de sua própria. Não havia outra saída. Decidiu inventá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109770733769855606?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109770733769855606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109770733769855606&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109770733769855606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109770733769855606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/10/personagem.html' title='Persona(gem)'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109586713830114332</id><published>2004-09-22T13:03:00.000-03:00</published><updated>2004-12-01T02:39:05.276-02:00</updated><title type='text'>Sedução</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/mao.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela existia. Tinha começo. Tinha meio. Talvez não tivesse um fim muito bem definido, todavia ele poderia tomar conformes com o decorrer dos fatos, como houvera acontecido tantas outras vezes. Não conseguia. Ela existia e ele sabia, mas não lhe passava pela garganta. Atravessava sua cabeça, de um lado a outro, como menina travessa que brinca de pega. Podia descrevê-la com perfeição, mas tinha dúvidas se algum dia viria alcançá-la e isso o angustiava. Ela o pertencia da forma mais etérea que a posse e a propriedade podem assumir; bolhas de sabão que, ao menor toque, esvaíam-se pelo ar, gotas de suor que evaporavam deixando somente o gosto salgado (para ele, amargo) de já ter tocado aquela pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha forma, pretensões de conteúdo, algum possível desfecho de fácil identificação. Alguns possivelmente chorariam, embora não fosse essa sua intenção. Não era alegre e condizia exatamente com o momento que ele vivia, contudo não se materializava. Estava lá, fervilhando idéias, e ela não as permitia florescer. Sentia-se angustiado. Não queria nada que não ela e ela não queria nada. E ponto. Agia como se fosse independente e pudesse fugir à sua vontade. E talvez fosse. E, de fato, fugia. Ela sabia que era boa demais para ele e, mesmo assim, continuava o jogo da sedução como se, em algum ponto, fosse ceder. E ele a acompanhar seus movimentos, suas nuances, seus percursos com os olhos vidrados de homem sedento de satisfação. É verdade que poderia querer outras. Muitas estavam ali, à sua disposição, quiçá algumas antigas, não seria difícil reatar aquelas ligações deixadas no passado. Mas era a ela que ele queria. As demais não lhe importavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com o papel em branco, batia a caneta na mesa no mesmo ritmo há horas. Deveria haver um jeito de aprisioná-la. Precisava de um plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109586713830114332?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109586713830114332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109586713830114332&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109586713830114332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109586713830114332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/09/seduo.html' title='Sedução'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109519725243327022</id><published>2004-09-14T17:27:00.000-03:00</published><updated>2004-09-14T18:27:32.433-03:00</updated><title type='text'>A Saga</title><content type='html'>Não sei onde acordei com a cabeça hoje. Certamente, não em cima do pescoço, o que tem sido, aliás, uma constante ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio despertou às 6:45 de propósito. Faço isso sempre. Gosto de me dar o luxo de dormir os mais cinco minutos que o celular me permite no modo "soneca". Ele toca, eu o alcanço ainda de olhos fechados, aperto o OK e volto a repousar a cabeça para dormir os "mais cinco minutos" que, para mim, duram o tempo de uma hora ou mais. E o faço com o prazer de olhar as horas e dizer: Não.... Só mais cinco minutinhos.  Hoje não sei o que aconteceu. Só sei que não tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa tecnologia matrix da comunicação via telefone ("libertem-me da máquina!") tomou o meu inconsciente e ouvi, sonhando, o telefone da minha casa tocar. Acordei com o susto. Olhei para o relógio que apontava meu atraso. Sorte minha ter havido preparado tudo no dia anterior. Não fosse isso, não conseguiria sair dentro dos cinco (famosos) minutos em que pulei da cama, despi-me, vesti-me, alcancei as chaves do carro e chamei o elevador. Não... É verdade... Eu não escovei os dentes, não lavei o rosto, não comi nem uma migalha de pão. Mas não podia. Não havia tempo. Tinha que chegar em Botafogo em menos de vinte minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei. Tirei o carro da vaga com mais velocidade e menos precaução do que o usual. Andei pelos corredores em segunda marcha (grande avanço para quem se contenta com a velocidade quase nula da embreagem) e logo já estava na rua. Pensa. Pensa. Pensa. Qual seria o caminho mais rápido? Não podia pegar o trânsito infernal da Haddock Lobo. Não podia me deparar com aqueles ônibus que atravessam meu caminho sem sinalizar, com as crianças uniformizadas que atravessam a rua inadvertidamente, com a vontade de gritar de desespero que atravessa meu corpo sempre que passo por lá e fico horas sem sair do lugar. Haveria de existir outra alternativa. E, de fato, havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi que iria pela Presidente Vargas, numa pista reservada aos ônibus. Nunca passava ninguém por lá e ela pouparia o tempo de fazer o contorno sempre tumultuado do Maracanã e o transtorno da Haddock Lobo. Fui. Tudo bem... Fui só porque um Santana cinza resolveu ir antes de mim e, sendo assim, eu não seria multada sozinha, caso houvesse alguma patrulha me esperando no final da pista. Fui rezando para todos os santos (e olha que não sou católica), pedindo por tudo que não recebesse uma multa. Nem dinheiro para a proprina eu tinha. Santo dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deu tudo certo. Sorte minha, os guardas de trânsito perderam a hora como eu e não estavam lá para me punir. Segui, feliz e contente e me achando muito mais "malandra" do que os outros motoristas. "O mundo é dos espertos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei o caminho. Desliguei o rádio. Não suporto mais ouvir propaganda política. Qualquer jingle, de qualquer espécie, arrepia meus pêlos. Fui de uma pista a outra, sempre estudando cuidadosamente a situação pelos retrovisores e logo já estava no túnel. REBOUÇAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu estava fazendo ali? Eu queria ir para Botafogo e estava a caminho da Lagoa. Não podia acreditar. Onde havia deixado a cabeça? Como conseguiria sair dali? Não cogitava a possibilidade de retornar logo depois do túnel, o trânsito estava horrível em direção à Tijuca. Andei pela faixa da esquerda, a noventa por hora, o que nunca faço. A única prudência que tomei foi não ultrapassar o limite de velocidade. Cheguei à Lagoa. Burrice a minha. Na faixa da esquerda, não tive tempo de pegar o caminho que indicava Humaitá, à direita. Tive que seguir. Talvez fosse até melhor. Não saberia mesmo me aventurar por aquelas bandas. Detesto dirigir em lugares que não conheço. Sinto-me como andando de vendas ou algo parecido. A única alternativa que encontrei foi fazer o único percurso que conhecia: até Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, uma placa: RETORNO. Embaixo: BOTAFOGO. Peguei. Fiz a curva numa velocidade um tanto maior do que o recomendado, os pneus reclamaram, apesar de não ter lhes dado o direito. O que estou fazendo? Não sei ir por esse caminho? Outra placa: RETORNO. Peguei novamente. Resumindo: o pensamento é circular e meu trajeto, oval. Voltei à pista que me levaria à Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei. 7:54. Nunca havia dirigido tão rápido na minha vida. Ainda não estava atrasada. Não se não estivesse em Ipanema e o trabalho fosse em Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzei a Garcia D'Ávila e caí na praia. Um ímpeto tomou meu corpo naquela hora. O sol já forte, corpos mais fortes ainda já se movimentavam e se cruzavam na pista da ciclovia, as ondas... Quase estacionei o carro e fiquei ali. Mas o senso de responsabilidade foi maior. Ah, se o hedonismo falasse mais alto dentro de mim de vez em quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me restavam alguns minutos. A tolerância máxima é de quinze de atraso. Corri. E, Murphy que não me ouça, consegui pegar todos os sinais da orla abertos. Mal pudia acreditar. Algum dos santos havia ouvido a minha prece. Seja ele qual for, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo já estava em Copacabana e o entusiasmo era tanto que quase perco a entrada para o túnel que dá passagem para Botafogo. A alternativa que me pareceu mais plausível foi a de estacionar o carro na faculdade e ir ao trabalho de ônibus. Voltaria a pé depois, sem problemas, como já havia feito tantas vezes antes de me motorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei na vaga mais fácil. Apertei os passos. Entrei no primeiro ônibus que passasse pela Praia de Botafogo. Paguei dez centavos a mais pelo ar-condicionado que nem refrescava tanto assim. Mas não havia tempo para reclamações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mais rápido do que imaginava. 8:14 eu adentrava os portões do prédio, 8:15 eu passei o cartão. Ufa! Trabalho cumprido, ou melhor, agora poderia começar o trabalho. Minha vontade era a de deitar no chão e respirar fundo umas trinta vezes só pelo alívio que sentia. Mas subi as escadas pulando um degrau e quase ninguém notou meu atraso a não ser a máquina de pontos que vai, inclusive, dedurar-me no relatório com os horários. Também não importava. Sentei-me ainda com as bochechas vermelhas sedentárias, uma aluna simpática me entregou duas redações: quero que VOCÊ corrija. Era só mais um dia como outro qualquer, apesar de totalmente diferente. Dei-me conta de como era escrava do tempo e de como ele limitava minha vida, na verdade, de como ele limita a vida de todos que vivem em função dele, de todos, todos, portanto. Corri para alcançá-lo e ele continuava andando a passos largos a minha frente, sem nunca olhar para trás. Que sensação desesperadora. Foi aí que me dei conta de estava presa em uma cela coletiva, dentro de um sistema objetivo e eficaz, que age em prol de... Não sabia de quem. Não sabia com que interesses. Não sabia por quê. Só sabia que era a primeira vez que me sentia assim. Talvez eu fosse uma espécie de Neo do mundo real (real?), contudo ainda não sentia o impulso característico de todo "THE ONE". Mas tudo isso passou no segundo em que olhei o relógio, percebi que precisava corrigir aquelas duas redações em oito minutos e abri a mochila para pegar a caneta vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi boatos que tem havido reclamações quanto às conversar em horário de trabalho. Cabeças irão rolar, dizem. Não me importa. A minha já rolou há muito tempo. Inclusive, ligue-me se você, por acaso,  encontrá-la por aí. Por favor?! Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109519725243327022?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109519725243327022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109519725243327022&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109519725243327022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109519725243327022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/09/saga.html' title='A Saga'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109357605693464297</id><published>2004-08-26T23:19:00.000-03:00</published><updated>2004-08-28T13:28:11.023-03:00</updated><title type='text'>Cotidiano</title><content type='html'>Ela não sabia o que a acometera aquele dia. Talvez a explosão de hormônios em virtude do ciclo - desculpa que serve para qualquer coisa, desde choro incopioso no meio da festa até cara azeda em domingo de chuva, deitada ao sofá, comendo pipoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha acordado com o pé esquerdo, de mal com a vida, detestando suas unhas vermelhas - não podia ter escolhido uma outra cor?. Não reconheceu sua expressão naquele rosto disforme e inchado de sono. Odiava acordar cedo. Aliás, odiava muita coisa. Mas nunca dizia a palavra ódio porque atraia más energias. Mas hoje estava com vontade: eu odeio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que tomar banho. Odiava o fato de não ter ido tomar banho antes de dormir, o que dispensaria a ducha àquela hora da madrugada. Odiou ter estado tão cansada que não tinha mais forças para se levantar quando se deitava. Odiava a água que demorava a ficar quente. Odiava a água que ficava quente demais. Odiava ter que ficar regulando a temperatura o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odiava tomar leite puro, mas o fez como forma de penitência por um pecado que não cometeu. Não quis comer nada e saiu de casa com gosto de estômago vazio e de pasta-de-dente de menta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou seu reflexo nos carros estacionados na calçada e odiava estar gorda daquele jeito. Logo, logo sairia rolando, tinha certeza. Odiou não ter corrido rápido o suficiente para alcançar o ônibus - era aquela gordura que se acumulava em volta do quadril. Odiou o trocador que demorou a lhe dar o troco. Odiou que houvesse tantas pessoas se espremendo e se roçando naquele espaço apertado entre os bancos. Odiou a moça gorda que passou e arrastou a bolsa de couro por seu rosto. Odiou ter que desculpá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu do ônibus e odiou estar tão atrasada. Odiou o relógio que toca atrasado, o ônibus que anda apressado e a moça gorda que bate com a bolsa no rosto dos passageiros. Odiou tudo até que avistou a praia de Ipanema. E amou estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109357605693464297?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109357605693464297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109357605693464297&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109357605693464297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109357605693464297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/08/cotidiano.html' title='Cotidiano'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109348693346097151</id><published>2004-08-25T22:48:00.000-03:00</published><updated>2004-08-26T23:16:36.863-03:00</updated><title type='text'>Par...</title><content type='html'>- Carlos.&lt;br /&gt;- Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falaram mais. Fizeram um brinde e viraram os copos simultaneamente, sem desprender seus olhares um do outro. Ele lhe estende sua mão e ela aceita ser conduzida até um lugar mais reservado. Não trocam palavras, mas, através de seu olhar, ela percebe o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não se conheciam, mas estavam certos de que a vontade de estar juntos duraria mais uns trinta e sete anos. Talvez fosse suficiente para a vida toda. Mas isso só o tempo viria a lhes dizer.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109348693346097151?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109348693346097151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109348693346097151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109348693346097151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109348693346097151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/08/par.html' title='Par...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109331848362883186</id><published>2004-08-23T23:48:00.000-03:00</published><updated>2005-01-18T19:31:56.966-02:00</updated><title type='text'>Lar...</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/beijocar.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela decidiu que iria surpreendê-lo aquela noite. Chegou mais cedo do trabalho, deitou a pasta preta pesada em cima do sofá. Foi largando a roupa pela casa, a caminho do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou o chuveiro antes de entrar. Olhou-se no espelho com o olhar clínico das mulheres. Examinou cada traço, cada poro, cada marca. Percebeu que estava envelhecendo por causa das rugas de expressão que surgiam no canto dos olhos e ao redor da boca. Fez mil e uma caretas, abriu e fechou sua expressão uma centena de vezes. O barulho da água caindo lhe soava convidativo e o vapor já embaçava o espelho. Entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou que ela lhe caísse sobre o corpo numa temperatura que não enrugasse ainda mais sua pele. Inclinou a cabeça para molhar o pescoço. Adorava quando ele lhe beijava o pescoço. Lembrava-se com perfeição da primeira vez que ele havia se aventurado naquela parte quase sempre coberta pelos longos cabelos. Lembrava-se do estranhamento inicial e das mil borboletas na barriga. Lembrava-se de sua timidez fingida e de como nunca havia conseguido enganá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a mão pelo corpo, na intenção de redescobrir a menina que outrora havia sido descoberta. Sentiu- se menos firme, mais áspera, menos leve. Talvez fosse só impressão. Tornou a viajar a mão pela pele. Sentiu-se menos firme, mais áspera, menos leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve vergonha. Vergonha de se expor daquela forma à menina que um dia havia sido. Sentiu medo da decepção da menina ao ver seu corpo naquele estado de deterioração. Quis sair dali, mas a morte é a única saída do corpo. Quedou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o sabonete, deslizou-o lentamente como se sua pele fosse rasgar-se em mil pedaços. Abriu mais as válvulas para que a água jorrasse com mais força e varresse qualquer vestígio de espuma o mais rápido que pudesse. Não se importou com a temperatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou as torneiras, alcançou a toalha. Saiu molhada do banheiro, com o pano mal enrolado pelo corpo, permitindo que os pingos traçassem seu caminho de volta ao quarto. Abriu a porta do armário. Escolheu um pijama de calças e mangas longas e já não se importava se fazia calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que ele chegaria dali a alguns instantes. Não queria que ele surpreendesse seu corpo de menina machucado pelo tempo, cheio de marcas e sem vida. Tinha vergonha do que se tornara. Aquela morada lhe era estranha. Morava em uma casa que não era a sua e só agora havia se dado conta. Ou talvez fosse sim a sua. Mas fazia tanto tempo que não a arrumava... Estava cheia de pó, mofo, teias de aranha. Os cômodos permaneciam nos mesmos lugares e por isso ainda podia transitar por ela com alguma familiaridade, mas as marcas de infiltração na parede e o mal cheiro do carpete realmente faziam com que ela sentisse repulsa por aquele lugar horrendo. Não se lembrava de ter se decuidado tanto. Talvez, na pressa do dia-a-dia, tivesse deixado a louça acumular e fossem os restos de comida do passado que estivessem alimentando as baratas do presente. De jeito nenhum poderia mostrar a ele que havia se tornado uma pessoa tão descuidada. Ele próprio se recusaria a reconhecer naquela morada imunda o que já havia sido um dia seu palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu barulho de chaves na porta. Pulou para a cama o mais de depressa que pôde. Tinha vergonha. Não poderia encará-lo. Ele perceberia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cozinha, ele chama seu nome, mas fica sem resposta. Ela ouve o barulho dos sapatos que se arrastam pelo chão, do armário que se abre - tenho que colocar óleo nas dobradiças -, dos copos que se tocam, da água que abandona a jarra, do copo que encontra a pia, do interruptor que acende a luz do corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele adentra o quarto e lá está ela: de olhos fechados, deitada, imóvel, sem respirar e de pijamas em pleno verão. Ele percebe as gotas d'água que agora formam um filete no chão - tomou banho não faz muito tempo-, olha a toalha molhada em cima da cama. Ele se senta, desamarra os sapatos apertados de cansaço, desabotoa a camisa. Lá está ela de olhos fechados, deitada, imóvel, sem respirar e de pijamas em pleno verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a observa longamente e pensa em como aquela menininha que ele conhecera na adolescência pudera se tornar uma mulher tão linda, tão madura, tão segura de si. Lembrou-se de como ela era encantadora quando acordava de cabelos bagunçados, olhos inchados, hálito morno e recusava qualquer gesto de carinho de sua parte. Ninguém é gente a esta hora da manhã - ela dizia. Mas como ele se sentia atraído por aquela mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109331848362883186?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109331848362883186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109331848362883186&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109331848362883186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109331848362883186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/08/lar.html' title='Lar...'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109310776878562846</id><published>2004-08-21T13:38:00.000-03:00</published><updated>2004-12-02T15:13:20.333-02:00</updated><title type='text'>Olhos de vidro, corpo de pedra</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/olho.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que eu, de alguma forma, já previa aquela notícia. Mas isso de nenhuma forma aliviou seu impacto. Minhas lágrimas prévias, meus pensamentos premonitórios, minhas adiantadas certezas incertas. Não. Nada daquilo me serviu de conforto quando ouvi, com todas as letras, o que já sabia, mas preferia fingir não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil descrever qual processo metabólico-psicológico se deu em mim naquele momento. Ainda atordoada pelos eufemismos mal disfarçados de minha mãe, não sabia que forças me paralisavam e me impediam de chorar, de gritar, de respirar. Como é difícil digerir más notícias... Elas parecem suspensas no ar, entre a desejada inexistência e a dura realidade. Só se materializam quando nós a transmitimos a um outro alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e, com olhos de vidro, dirigi-me a meu irmão. Precisava informá-lo também. Parei. Não era justo que ficasse sem saber a verdade, assim como não era justo que sofresse tanto quanto eu. Ele ainda é pequeno demais para saber. Mas com quinze anos nunca se é pequeno demais para saber. Contei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele permaneceu deitado no chão do quarto numa posição que me parecia muito desconfortável enquanto eu, entre lágrimas, passava-lhe a notícia. Ele intercalava o olhar: ora eu, ora a tevê. Achei que isso era um recurso para se afastar daquilo que estava ouvindo. Ele balançava a cabeça para me mostrar que sabia que eu estava ali, à porta, falando algo que ele não queria escutar. Não disse nada. Virei-me e fui à sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos de vidro não vêem tevê, mas fingi que assistia a alguma coisa que até hoje desconheço. Lágrimas de rio desciam meu rosto marcando seus percursos a fim de nortear as seguintes. Olhos de vidro. Corpo de pedra pesada, preta, polida, impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão aparece à porta e, ao me ver naquele estado, aproxima-se. Senta-se ao meu lado, passa seu braço por detrás de meu corpo de pedra e sussurra ao meu ouvido: temos que ser fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109310776878562846?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109310776878562846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109310776878562846&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109310776878562846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109310776878562846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/08/olhos-de-vidro-corpo-de-pedra.html' title='Olhos de vidro, corpo de pedra'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8025447.post-109307038151592652</id><published>2004-08-21T03:31:00.000-03:00</published><updated>2004-12-01T02:46:07.743-02:00</updated><title type='text'>Supernova</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.a_vida_como_mulher.blogger.com.br/loooucas0002menor.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelido surgiu por motivo de uma fatalidade, mas logo eu virei supernova. Não sabia quantas responsabilidades o novo nome me traria. Achava mesmo paradoxal, pois nunca tive pretensões astronômicas. Talvez ser estrela seja o meu destino. Por enquanto, vou vivendo sem esperar a explosão, mas certa de que ela vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8025447-109307038151592652?l=marisupernova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marisupernova.blogspot.com/feeds/109307038151592652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8025447&amp;postID=109307038151592652&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109307038151592652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8025447/posts/default/109307038151592652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marisupernova.blogspot.com/2004/08/supernova.html' title='Supernova'/><author><name>Supernova</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11496165016675995032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/48/3630/320/linda0012.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
